A Tupy publicou nesta semana os resultados do segundo trimestre deste ano da companhia. A empresa, fundada em Joinville, no Norte de SC, anunciou uma receita líquida de R$ 2,5 bilhões. Entretanto, também foi registrado um prejuízo de R$ 11 milhões, conforme comunicado.
Em relação à receita líquida, a companhia informou que houve uma queda de -6% se comparado ao mesmo período do ano anterior, que foi de R$ 2,6 bilhões. Ainda assim, a Tupy informou que o desempenho refletiu a apreciação média do real frente ao dólar, de +11% e a retração do mercado interno, parcialmente mitigados pelo crescimento das aplicações em veículos comerciais no mercado externo.
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As receitas também aumentaram 7% na comparação com o trimestre anterior, “refletindo recuperação dos volumes de vendas no mercado externo e ganhos de participação de mercado no segmento de Componentes Estruturais, decorrentes do início de novos projetos e retomada de programas”, citou a Tupy no comunicado.
A empresa ainda ressaltou que segundo trimestre de 2026 foi marcado por uma melhora sequencial dos resultados em relação aos últimos trimestres. Embora o desempenho ainda tenha permanecido abaixo do observado no mesmo período do ano anterior, a recuperação dos volumes e os avanços das iniciativas de otimização de capacidade e eficiência operacional contribuíram para a evolução dos indicadores financeiros e operacionais e reforçaram a disciplina na execução da estratégia.
O comunicado também informou que o resultado líquido registrou um prejuízo de R$ 11 milhões decorrente do desempenho operacional.
Outros números da empresa no segundo trimestre de 2026
O fluxo de caixa operacional teve uma geração de R$ 303 milhões, refletindo principalmente a gestão do capital de giro, com redução de R$ 117 milhões nos estoques, além da monetização de excedentes de energia contratada para períodos futuros, no valor de R$ 30 milhões. Como resultado, o ciclo de conversão de caixa foi reduzido em 26 dias em relação ao segundo trimestre de 2025 (2T25) e 5 dias frente ao primeiro trimestre de 2026 (1T26).
O EBITDA (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado foi de R$ 156 milhões, ou seja -26% se comparado ao mesmo período do ano passado. A margem é de 6,3% frente aos 8,0% no 2T25 e 4,3% no 1T26.
A comparação anual foi afetada em R$ 104 milhões pela apreciação do real e do peso mexicano frente ao dólar, além do menor volume de produção, que reduziu a diluição de custos fixos. Esses efeitos foram parcialmente mitigados pelas iniciativas de eficiência operacional e pela melhoria do mix de produtos, que contribuíram com R$ 68 milhões.
O aumento das margens em relação ao 1T26 (+200 pontos-base) reflete principalmente o crescimento de volumes e o avanço dos projetos de eficiência, com impactos diretos em custos e na melhora dos indicadores operacionais e de qualidade.
A dívida líquida ficou em R$ 1,9 bilhão, reduções de 26% em relação ao 2T25 e 8% na comparação com o trimestre anterior (1T26).
De acordo com a Tupy, os volumes de vendas permaneceram estáveis em relação ao 2T25, com crescimento em relação aos trimestres anteriores. A carteira de pedidos para segmentos relevantes no mercado externo indica evolução consistente no segundo semestre, reflexo da melhora da rentabilidade das empresas de transporte e dos investimentos em infraestrutura nos Estados Unidos e na Europa.
Para 2026, estima-se uma receita superior a R$ 600 milhões proveniente de novos projetos, dos quais aproximadamente R$ 250 milhões foram reconhecidos no primeiro semestre. Além da fundição, parte desses contratos inclui serviços de maior valor agregado.
Dando sequência à adequação do footprint industrial, em abril foi encerrado um turno na linha de blocos e cabeçotes de Betim (MG), com a realocação de produtos para Joinville (SC). As medidas implementadas no primeiro semestre geraram benefício estimado de R$ 40 milhões, com expectativa de captura de ganhos adicionais superiores a R$ 60 milhões no segundo semestre.
A realização integral desses benefícios dependerá da conclusão das transferências, homologações, estabilização operacional e efetiva redução da estrutura de custos. Iniciativas voltadas à qualidade, manutenção, produtividade e nível de serviço contribuíram com R$ 23 milhões no primeiro semestre. Para o ano, o benefício esperado desse conjunto de ações é de aproximadamente R$ 140 milhões.
“A combinação dessas iniciativas fortalece a base operacional da Companhia. A captura efetiva dos benefícios decorrentes dessas ações, a evolução dos volumes e a mitigação das pressões cambiais e inflacionárias terão papel fundamental para a evolução das margens operacionais e a redução da alavancagem.”
Prioridades da Tupy para o segundo semestre de 2026
A carteira de pedidos para o segundo semestre sinaliza crescimento em relação ao ano anterior e volumes acima do orçamento. Nesse cenário de recuperação, a maior utilização dos ativos deverá contribuir para a diluição dos custos fixos e a expansão sequencial das margens.
Além da evolução dos mercados, a melhora dos resultados dependerá principalmente da execução das iniciativas internas, como o ramp-up dos novos contratos, a adequação do footprint, o aumento da produtividade e os ganhos em qualidade e manutenção. A disciplina na alocação de recursos e a expansão do retorno sobre o capital investido permanecem como prioridades e balizarão as decisões da Companhia nos próximos trimestres.























