O saldo do vale-refeição (VR) cobre apenas nove dias úteis de almoço no Brasil. O valor médio creditado pelas empresas é de R$ 583,75 por mês (cerca de R$ 26,50 por dia), enquanto a refeição média no país custa R$ 44,69,segundo levantamento de dados internos da empresa de benefícios Pluxee, alinhado aos indicadores de preços de capitais medidos pela Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT).
Para completar a alimentação durante os 22 dias úteis do mês comercial, o trabalhador desembolsa, em média, R$ 589,00 do próprio salário valor 101% superior ao benefício recebido.
Histórico do benefício
A cobertura do vale-refeição registra queda contínua nos últimos anos. O indicador mede quantos dias úteis de almoço o benefício consegue pagar:
- 2019: 18 dias
- 2022: 13 dias
- 2023: 11 dias
- 2024: 10 dias
- 2025: 10 dias
- 2026: 9 dias
A variação ocorre devido à diferença entre a inflação da alimentação fora de casa e os reajustes do VR concedidos pelas empresas, que subiram 1,5% no último período.
Florianópolis lidera custo entre as capitais
Segundo levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com a Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador (ABBT), a refeição completa fora de casa (prato principal, bebida, sobremesa e café) na capital catarinense custa, em média, R$ 66,40, cerca de R$ 14 acima da média nacional, de R$ 52,75. O valor pode ser atingido em regiões de maior apelo turístico ou nos polos tecnológicos locais.
Nas tabelas gerais para refeições comerciais e self-services padrão, a média na cidade flutua entre R$ 62,54 e R$ 63,50. Mesmo considerando as variações de bairros e perfis de restaurantes, o indicador consolida Florianópolis no topo do custo de alimentação fora de casa no país.
Ranking do preço médio do almoço por capital:
- Florianópolis (SC): R$ 62,54 a R$ 66,40
- Rio de Janeiro (RJ): R$ 64,30
- São Paulo (SP): R$ 63,60
- Natal (RN): R$ 59,20
- Recife (PE): R$ 59,10
Mudança de hábitos e negociações
Diante do custo elevado, trabalhadores em polos industriais e tecnológicos catarinenses, como Joinville, Blumenau e Florianópolis, têm optado pelo transporte de refeições preparadas em casa. A defasagem do benefício também passou a integrar as pautas de negociações sindicais e de Recursos Humanos na região.





