Aos 13 e 14 anos, enquanto muitos adolescentes ainda estão descobrindo o que querem fazer no futuro, Alexandre e Alice já planejam uma trajetória acadêmica que pode levá-los a duas das universidades mais conhecidas do Reino Unido.
Os irmãos são superdotados, avançaram várias séries escolares e agora se preparam para um possível novo capítulo na Inglaterra.
Nascidos em Frankfurt, na Alemanha, os dois vivem atualmente com a família em Nice, no sul da França.
A rotina escolar deles é diferente da maioria dos jovens da mesma idade: Alexandre, de 13 anos, está no equivalente ao primeiro ano do ensino médio brasileiro, enquanto Alice, de 14, cursa uma série mais avançada.
Irmãos avançaram várias séries na escola
O percurso escolar de Alexandre e Alice foi marcado por mudanças e desafios.
Depois de passarem parte da infância em Londres, os irmãos se mudaram com a família para a França, onde avançaram várias séries porque o conteúdo das aulas já não oferecia desafios suficientes.
Após quatro anos em uma escola internacional de Nice, eles ingressaram no Lycée privé Michelet, uma instituição particular com foco no acompanhamento de estudantes suerdotados.
Para entrar na escola, os dois passaram por testes de inteligência. Alice obteve 146 pontos de QI, enquanto Alexandre alcançou 147, resultados bastante superiores ao patamar de 130 geralmente utilizado como referência para identificar a superdotação.
O desempenho acadêmico, porém, não significa que a experiência escolar seja sempre simples. Estudar com colegas consideravelmente mais velhos traz situações que vão além das notas e das avaliações.
Desempenho excepcional também traz desafios sociais
Apesar dos resultados escolares, a diferença de idade em relação aos colegas pode dificultar a identificação com os outros estudantes.
Alexandre relata que, às vezes, tenta se enturmar, mas nem sempre entende o sentido das conversas dos colegas. Para ele, a diferença de idade pode ajudar a explicar essa dificuldade.
Alice também enfrenta questões particulares. Além da superdotação, a adolescente recebeu diagnóstico de autismo e conta que nem sempre consegue distinguir quais características estão relacionadas a cada condição.
A experiência dos irmãos mostra que ter facilidade para aprender não significa estar livre de dificuldades emocionais ou sociais. O desenvolvimento acadêmico pode avançar rapidamente, enquanto outras experiências da adolescência continuam exigindo tempo e adaptação.
Oxford e Cambridge estão nos planos da família
O próximo passo que a família considera é retornar ao Reino Unido para que os irmãos possam estudar em universidades britânicas de prestígio, como Oxford e Cambridge.
Se o planejamento se concretizar, Alice e Alexandre poderão começar a vida universitária aos 15 e 16 anos, respectivamente. Para organizar essa possibilidade, o pai já mantém contato com as instituições para conversar sobre as condições necessárias para receber estudantes tão jovens.
Alice tem um objetivo acadêmico mais definido: ela escolheu as disciplinas escolares pensando em uma futura graduação em matemática.
Alexandre também vê a possibilidade de estudar na Inglaterra com interesse, mas reconhece que a mudança envolve sentimentos que vão além da vida acadêmica. Ao pensar no futuro, ele demonstra preocupação não tanto com a diferença de idade em relação aos universitários, mas com a possibilidade de deixar de morar com os pais.






