Catarina Carvalho, moradora do Loteamento Vista Alegre, no bairro Forquilhas, em São José, está aprendendo a ler e escrever aos 76 anos. A alfabetização ocorre pela Educação de Jovens e Adultos (EJA) e ela já comemora as primeiras palavras que consegue identificar no papel.
Na última semana, ela foi uma das cinco estudantes homenageadas pela Prefeitura de São José com a Medalha Municipal Paulo Freire 2026, como forma de reconhecimento. Nas redes sociais, a irmã de Catarina, Iolanda Carvalho, celebrou a conquista e lembrou da persistência dela para conseguir ser alfabetizada.
“Parabéns, minha irmã, pela persistência e por nunca desistir de aprender a ler. Tentou tantas vezes na época do Mobral. Agora não desista. Parabéns aos professores pela paciência”, celebrou.
Durante o evento, também foram entregues placas Escolas Amiga da EJA às coordenadoras dos cinco polos municipais que funcionam no período noturno em escolas da rede municipal.
“O objetivo do evento é fortalecer e demonstrar a importância que a Educação tem para todos nós e a diferença que faz na vida das pessoas que frequentam as salas de aula depois de um dia exaustivo de trabalho, de cuidado com os filhos, irmãos, pais, e que mesmo assim saem do conforto das suas casas em busca de um sonho ou de uma conquista que há muito tempo ficou para trás”, explicou a coordenadora da EJA no município, Simone Warmling.
A assessora pedagógica da EJA, Roberta Silvano, por sua vez, lembra que o trabalho realizado em São José está dando resultado.
Temos muito a comemorar. Após 28 anos da implantação, São José atingiu um índice de analfabetismo abaixo da maioria dos municípios brasileiros e seguimos na busca ativa para identificar pessoas que precisam ser alfabetizadas ou que precisam concluir os estudos.
Veja as transformações de São José desde o início dos anos 2000
A secretária municipal de Educação, Cláudia Macário, que já foi coordenadora da EJA em São José, destacou a importância de ampliar o acesso à modalidade e transformar iniciativas como a Semana de Fortalecimento em política pública.
“Essas iniciativas são importantes para ampliar a oferta da EJA e fazer com que mais pessoas conheçam esse direito e saibam que têm a oportunidade de voltar a estudar”, afirmou.
Uma das estratégias para aproximar as pessoas que precisam voltar a estudar é a adesão ao CadEJA, plataforma nacional que permite localizar a escola mais próxima e cadastrar pessoas interessadas em concluir os estudos.
















