Um conceito que simula um “jeito de casa” orientou a construção do novo espaço infantil em uma escola da Joinville, a Coree International School. Instalado no terreno lateral da escola, localizada no bairro Anita Garibaldi, o edifício foi pensado para as crianças de 0 a 5 anos e combina arquitetura, natureza e a proposta pedagógica da instituição.
O projeto tem como um dos principais diferenciais considerar a própria arquitetura como uma experiência educativa e potencializadora do aprendizado, para além das atividades em sala. Por isso, quem olha o espaço se depara com muitos elementos de tecido, madeira, cores e brinquedos. A construção também privilegia elementos que interferem diretamente na aprendizagem, como luz natural, ventilação e sonorização.
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“Desde o início, entendemos que essa escola não deveria ser apenas um edifício com salas de aula rigidamente compartimentadas e corredores fechados, mas um lugar de descobertas, espaços que estimulam a apropriação, a imaginação e a experiência sensorial, como brincar numa casa na árvore”, afirma o arquiteto Miguel Cañas Martins.
Com a proposta de ser aconchegante ter estreita relação com a natureza, o novo espaço inclui 20 novas salas, ateliê, sala de movimento, áreas de receptivo, refeitório, brinquedoteca e parques infantis que incluem teias de escalada, pedra molhada para exploração sensorial e até uma fina cascata da marquise do prédio para as crianças brincarem em dias quentes. A escola ainda conta com ateliê de aprendizagem e de lama, para o desenvolvimento de diferentes habilidades dos pequenos.
“Quando pensamos em educação infantil, a gente pensa na criança que está descobrindo o mundo, então precisamos de espaços para ela investigar, explorar e se relacionar com os demais”, explicou Esther Bahr Pessôa, coordenadora da educação infantil da Coree.
“Por isso usamos uma diversidade de materiais, de texturas e sensações que vão ajudá-las no desenvolvimento de habilidades motoras, cognitivas, sociais, entre outras. Isso inclui também o contato com a natureza, que é um importante regulador emocional”, conclui.
A entrega dos espaços está dividida em três etapas
Serão três etapas na entrega do novo espaço. A primeira fase, concluída em agosto, abrange quatorze salas, além de receptivo e parque infantil no piso térreo. A próxima etapa, prevista para setembro, inclui mais seis salas no piso térreo e um novo espaço de recreação, com a pedra molhada e a cascata.
No início de 2027, o projeto se conclui com mais oito salas, área de circulação, receptivo e refeitório. Quando completamente pronta, a estrutura vai dobrar o número de vagas da faixa etária dos 4 meses aos cinco anos, com capacidade para atender em torno de 270 crianças.
Arquitetura conversa com a proposta pedagógica da escola de Joinville
A arquitetura do espaço conversa com a proposta pedagógica da Coree. Segundo a instituição, o desenvolvimento integral dos estudantes é incentiva por habilidades como investigação, comunicação, pensamento crítico, colaboração, autonomia e atuação global.
O cotidiano das crianças, suas brincadeiras, interações e investigações são conduzidas especialmente em inglês, com o objetivo de desenvolver afluência na língua de forma natural e contextualizada. Nesta fase, o programa da escola é centrado no desenvolvimento integral, com foco em acolhimento, investigação e valorização da infância.
A Coree é a única escola em Santa Catarina autorizada a oferecer o programa completo do International Baccalaureate (IB), uma organização líder mundial em educação internacional, baseada em pedagogias participativas e no protagonismo do estudante em seu processo de aprendizado.







