Menino que fez curso em Harvard vive em abrigos com a mãe e espera fim de tratamento para recomeçar

Aos 7 anos, Adriano Álvaro criou um jogo em inglês depois de fazer um curso on-line de programação de Harvard; hoje, aguarda o fim do tratamento da mãe contra a tuberculose

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Alvinho é fotografado em uma área da Maré, com a comunidade ao fundo. (Foto: Reprodução)

Alvinho é fotografado em uma área da Maré, com a comunidade ao fundo. (Foto: Reprodução)

Adriano Álvaro Melo ou “Alvinho”, apelidado carinhosamente, completou 10 anos em abril e não teve uma festa cercada por amigos e parentes. O aniversário aconteceu em uma casa de passagem de Cabo Frio, na Região dos Lagos, onde a família buscava atendimento temporário.

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A comemoração ficou distante do apartamento em que o menino viveu com a mãe, Priscila, de 42 anos, em Itaboraí. Depois, os dois passaram por dois abrigos no Rio de Janeiro, um na Ilha do Governador e outro no Grajaú.

Mesmo com a falta de moradia, Alvinho continua fazendo planos. Aos 10 anos, ele carrega uma trajetória incomum para a idade, marcada por programação, inglês, xadrez e robótica.

Um talento precoce

Em 2023, quando tinha 7 anos, o menino fez um curso on-line de programação oferecido pela Universidade Harvard. Depois das aulas, desenvolveu um jogo totalmente em inglês.

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O idioma também foi aprendido por conta própria. Além da programação, Alvinho passou a participar de competições de xadrez e robótica, atividades que fazem parte da rotina construída antes das sucessivas mudanças de endereço.

A história do garoto ganhou destaque pela combinação entre as altas habilidades e a situação enfrentada pela família. Em 2024, ele também apareceu ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da primeira-dama Janja durante uma visita à Maré.

Entre abrigos

A família passou por uma casa de passagem em Cabo Frio e, depois, por dois abrigos na capital fluminense. Esses espaços recebem temporariamente pessoas em situação de rua, abandono ou vulnerabilidade social.

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Enquanto Alvinho seguia estudando e participando de atividades, Priscila iniciou um tratamento contra a tuberculose. O fim dessa etapa é aguardado pela família para que os dois possam recomeçar, e colocar os planos de ambos de volta aos trilhos.

A instabilidade também afastou o menino da antiga casa em Itaboraí. Desde então, a vida passou a ser organizada conforme os locais disponíveis para acolhimento.

O próximo passo

O menino prodígio que criou um jogo em inglês aos 7 anos agora espera por uma mudança concreta na vida familiar. A prioridade é que a mãe conclua o tratamento e que os dois possam deixar os abrigos.

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Alvinho tenta preservar o que sempre o moveu: estudar, criar e aprender. O menino que transformou um curso de programação em um jogo agora espera por um endereço fixo onde possa voltar a transformar curiosidade em projeto.