Você conhece as palavras, mas ainda pensa em português? 10 frases em inglês revelam os erros de quem traduz literalmente e mostram como um falante nativo diria cada ideia 

Mesmo conhecendo o vocabulário, algumas construções revelam que a lógica do português ainda está por trás da frase. 

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Para aprender inglês, também é preciso entender como as ideias são construídas no idioma. (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons)

Quem já passou do inglês básico costuma deixar para trás erros mais evidentes, como usar estruturas diretamente traduzidas do português. Ainda assim, existe uma etapa mais sutil do aprendizado: conhecer as palavras, montar uma frase gramaticalmente compreensível e, mesmo assim, escolher uma construção que um falante de inglês dificilmente usaria daquela forma.

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O problema aparece principalmente quando o estudante tenta transportar para o inglês a mesma lógica usada para formar uma frase em português. Algumas expressões mudam completamente de estrutura quando chegam ao outro idioma.

  1. Faz sentido para você?

Uma tradução direta pode levar a “Does it make sense for you?”. A forma apresentada como mais natural é “Does it make sense to you?”.

A diferença está pequena, mas mostra como uma preposição pode mudar a construção mais comum de uma expressão.

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  1. Eu concordo com você

“I am agree with you” parece uma tentativa lógica para quem pensa em português. Em inglês, porém, agree já funciona como verbo. Por isso, a construção natural é “I agree with you”.

É um exemplo clássico de quando a estrutura do português interfere na escolha do auxiliar.

  1. Depende de você

Quem traduz literalmente pode escrever “It depends of you”. O inglês usa outra combinação: “It depends on you”.

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A ideia é a mesma, mas a preposição muda. Esse tipo de detalhe costuma aparecer justamente quando o estudante já conhece bastante vocabulário.

  1. Eu não tenho nada a ver

Aqui, a tradução palavra por palavra fica ainda mais distante do inglês natural. Em vez de tentar reproduzir a expressão brasileira, a construção indicada é “I have nothing to do with that”.

A frase mostra que conhecer o significado individual das palavras não basta para dominar uma expressão.

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  1. Quero aproveitar a oportunidade

O verbo enjoy pode significar aproveitar em determinados contextos, como em uma viagem. Para dizer que alguém pretende tirar o máximo de uma oportunidade, a expressão apresentada é “make the most of this opportunity”.

A escolha depende, portanto, da ideia que a pessoa quer transmitir, e não apenas da tradução de uma palavra.

  1. Ela chamou minha atenção

“She called my attention” segue a lógica do português, mas não é a construção indicada para esse sentido. Quando alguém desperta o interesse de outra pessoa, a expressão natural é “She caught my attention”.

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A diferença está no verbo usado para formar a expressão.

  1. Estou acostumado a trabalhar

Outro detalhe aparece em “I’m used to working under pressure”. Depois de be used to, o to funciona como preposição, por isso o verbo seguinte aparece no formato terminado em ing.

É uma estrutura que pode confundir quem tenta aplicar automaticamente regras conhecidas do infinitivo.

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  1. Eu me formei em Administração

Traduzir diretamente o verbo brasileiro pode resultar em uma frase pouco natural. Entre as opções apresentadas estão “I have a degree in Business Administration” e “I graduated with a degree in Business Administration”.

Nesse caso, o inglês organiza a ideia de formação acadêmica de maneira diferente do português.

  1. No final das contas

A expressão brasileira não deve ser transportada literalmente. Uma possibilidade natural apresentada é “At the end of the day, he was right”. Outra é simplesmente “Ultimately, he was right”.

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Expressões idiomáticas estão entre os casos em que a tradução palavra por palavra costuma falhar.

  1. Não leve para o lado pessoal

A tentativa de reproduzir literalmente a expressão brasileira também não funciona bem. Em inglês, uma forma natural é “Don’t take it personally”. Outra possibilidade é “It’s nothing personal”.

Mais uma vez, a construção mais simples não é necessariamente aquela que aparece quando se traduz cada palavra separadamente.

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O desafio vai além do vocabulário

Os exemplos mostram uma mudança importante no aprendizado. Depois de determinado nível, a dificuldade deixa de estar apenas em descobrir o significado de uma palavra e passa a envolver a maneira como os termos são combinados.

Por isso, em vez de pensar apenas em “como digo esta palavra em inglês?”, a proposta é pensar em como um falante do idioma expressaria aquela ideia. A fluência, nesse estágio, está menos ligada à velocidade da tradução mental e mais à capacidade de depender cada vez menos dela.