9 sinais de estresse em cães e gatos 

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O estresse prolongado pode afetar a saúde física e emocional dos cães e gatos (Imagem: Kahfi Ryaas | Shutterstock)

O estresse prolongado pode afetar a saúde física e emocional dos cães e gatos (Imagem: Kahfi Ryaas | Shutterstock)


Os cães e gatos, assim como os humanos, podem sofrer com o estresse devido a diversas situações do cotidiano. Mudanças no ambiente, falta de socialização, ausência do tutor, ruídos altos e até mesmo problemas de saúde são fatores que podem deixar os animais de estimação estressados.

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“O estresse é uma reação biológica. Esse mecanismo, que é inerente ao instinto de sobrevivência, coloca o pet em estado de alerta, provocando alterações físicas e emocionais. Essas respostas incluem aumento da frequência cardíaca, respiração acelerada, tensão muscular e comportamentos de evitação ou até mesmo agressividade”, explica Marina Tiba, médica-veterinária gerente de produto da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal. 

Embora seja uma reação natural do organismo para lidar com situações de perigo ou desconforto, o estresse prolongado pode ser prejudicial à saúde física e emocional dos pets, causando problemas comportamentais, como agressividade, ansiedade e apatia, doenças gastrointestinais e até dermatites. 

“O estresse ou a ansiedade causam aumento de cortisol e liberação de adrenalina, que podem estar associados à diminuição da imunidade, taquicardia, aumento da pressão arterial e alterações gastrointestinais”, explica Mariana Paraventi, veterinária e coordenadora de operações/franquias da Petland. 

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Por isso, é essencial conhecer os sinais do estresse e tomar as medidas para amenizar o problema. Veja a seguir! 

1. Alterações no apetite 

Uma das primeiras manifestações de estresse em cães e gatos é a mudança nos hábitos alimentares. A diminuição do apetite pode indicar que o animal está ansioso, deprimido ou passando por algum desconforto emocional. Já o aumento no consumo de alimentos pode ser uma maneira de buscar alívio ou compensação. Em ambos os casos, a variação no apetite pode levar a perda ou ganho de peso, afetando diretamente a saúde do pet

2. Comportamento destrutivo 

Animais que passam por situações de estresse frequentemente desenvolvem comportamentos destrutivos, como morder móveis, rasgar almofadas, arranhar portas e objetos ou cavar o chão sem motivo aparente. Esses comportamentos indicam que o pet está acumulando tensão e procurando uma maneira de liberar sua ansiedade. Além disso, a destruição pode ocorrer em momentos de ausência do tutor ou após mudanças na rotina. 

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3. Lambedura ou coceira excessiva 

O estresse pode levar cães e gatos a se lamberem ou coçarem excessivamente, especialmente em regiões como patas, barriga e flancos. Essa atitude compulsiva é uma forma de aliviar a tensão emocional, mas pode resultar em lesões na pele, feridas abertas e queda de pelos, além de causar infecções secundárias. 

“É muito comum o animal se coçar, lamber, mordiscar ou se esfregar. Pode ser que o cão esteja apenas se limpando, ou com um leve incômodo na pele. Se o tutor notar que esse hábito está acontecendo com mais frequência que o normal, é preciso ligar o alerta”, explica Adolfo Santos, médico-veterinário e docente do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera. 

4. Vocalização excessiva 

Cães que latem ou uivam incessantemente e gatos que miam de forma exagerada e persistente podem estar passando por um período de estresse. A vocalização excessiva é um meio de expressar frustração, medo ou desconforto. Esse comportamento costuma ser mais intenso em situações de mudança, ausência do tutor ou exposição a estímulos intensos, como fogos de artifício e tempestades. 

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5. Isolamento 

Animais que normalmente são sociáveis e interativos podem, sob estresse, buscar refúgio em locais isolados e evitar o contato com pessoas ou outros pets. Cães podem se esconder debaixo de móveis, enquanto gatos tendem a se recolher em locais altos ou escuros. Esse comportamento pode indicar que o animal não se sente seguro ou está sobrecarregado emocionalmente. 

O estresse pode prejudicar a qualidade do sono dos animais (Imagem: Ches86 | Shutterstock)

6. Alterações nos padrões de sono 

O estresse pode influenciar significativamente os hábitos de sono dos animais. Alguns cães e gatos dormem mais do que o habitual, enquanto outros permanecem inquietos e têm dificuldades para relaxar. A insônia e o sono leve podem indicar que o animal está em estado de alerta constante, incapaz de se sentir seguro. 

7. Necessidades em locais inadequados 

Cães e gatos que começam a urinar ou defecar fora dos locais habituais podem estar manifestando estresse. Em gatos, a marcação urinária é uma forma de sinalizar insegurança ou desconforto com mudanças no ambiente. Já os cães podem apresentar episódios de incontinência ou descontrole, especialmente em momentos de pânico. 

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8. Agressividade repentina 

Mudanças comportamentais que envolvem agressividade, como rosnar, morder ou arranhar, podem ser reflexo de um estado emocional abalado. O pet pode reagir de forma hostil a aproximações que antes eram aceitas, indicando medo ou sobrecarga emocional. 

9. Queda excessiva de pelos 

Embora a troca de pelos seja natural, a queda excessiva pode ser desencadeada por situações de estresse intenso. Isso é especialmente comum após eventos traumáticos ou mudanças significativas na rotina. O estresse prolongado pode interferir no ciclo de crescimento dos pelos, resultando em áreas de falhas e queda generalizada. 

Como evitar o estresse em cães e gatos 

A melhor maneira de evitar o estresse nos animais é proporcionar um ambiente seguro e previsível. Manter uma rotina bem estabelecida, oferecer atividades físicas e mentais e proporcionar momentos de interação afetuosa contribuem para o equilíbrio emocional dos pets. Garantir um ambiente enriquecido com brinquedos, arranhadores e esconderijos também é fundamental. 

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“O tutor deve compreender as particularidades do seu pet, adaptar o ambiente, a rotina e as interações para melhor atender às suas necessidades físicas e emocionais. Mas, no geral, as atividades estimulam e podem fazer uma grande diferença no bem-estar emocional do animal e fortalecer o vínculo entre tutor e pet”, explica Wagner Brandão, comportamentalista animal. 

Além disso, é importante ficar atento às particularidades de cada pet, respeitando suas necessidades e limites. Caso os sinais de estresse persistam, buscar a orientação de um veterinário pode fazer toda a diferença para garantir o bem-estar do bichinho.