A 1ª mumificação da história era feita com fumaça (e não no Egito)

Técnica de defumação descoberta no Sul da China e Indonésia revela nova história da mumificação

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Antes dos egípcios, povos do sudeste asiático já usavam uma técnica inusitada para mumificar. (Foto: divulgação)

Antes dos egípcios, povos do sudeste asiático já usavam uma técnica inusitada para mumificar. (Foto: Divulgação)

Você sabia que, muito antes de os egípcios dominarem a arte da mumificação, povos do sudeste asiático já usavam uma técnica inusitada para preservar seus mortos? Uma nova descoberta científica surpreendeu pesquisadores e reescreve o que se sabia sobre a história da mumificação.

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Um estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences revelou evidências de múmias de aproximadamente 12 mil anos, cerca de 7 mil anos mais antigas que as primeiras encontradas no Egito.

A pesquisa mostra que caçadores-coletores que viviam no Sul da China e em ilhas como Bornéu e Java desenvolveram um ritual de preservação que se baseava em fogo, fumaça e paciência.

Eles amarravam os corpos em posição de agachamento e os expunham por meses a fogueiras de baixa temperatura, um processo que lentamente desidratava a pele e impedia a decomposição.

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Como funcionava a mumificação por defumação

A técnica funcionava graças a um processo químico natural. A fumaça da madeira contém compostos como aldeídos, que agem como um bactericida, e fenóis, que são antioxidantes.

Além disso, a presença de ácidos orgânicos garante um efeito preservante, que juntos impedem a proliferação de microrganismos e a consequente decomposição do corpo.

Para completar, o calor da fogueira ajudava a remover a umidade, um fator crucial para a conservação. Essa combinação de fumaça e calor criava uma espécie de película protetora que preservava os ossos.

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A razão por trás da técnica

De acordo com o texto, a descoberta reforça a teoria de que a mumificação por fumaça está ligada a crenças ancestrais que tinham como objetivo a preservação do corpo para manter viva a memória dos mortos.

Hsiao-chun Hung, da Universidade Nacional Australiana, que liderou o estudo, acredita que essas práticas podem ter raízes ainda mais antigas, ligadas às migrações humanas que começaram há cerca de 60 mil anos, partindo da África.

A descoberta mostra que, apesar das diferenças de tempo e local, a motivação para preservar os mortos é uma das mais antigas na história da humanidade.

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