“A gente continua caminhando”: Fresno troca nostalgia por reinvenção, reúne gerações de fãs e chega à Grande Florianópolis com novo show

Em entrevista exclusiva ao NSC Total, o baterista Thiago Guerra fala sobre reinvenção musical, amizade e a força da comunidade de fãs

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Show acontece nesta sexta-feira (6) na Arena Opus (Foto: Camila Cornelsen, Divulgação)

Com 27 anos de história, a banda Fresno retorna a Grande Florianópolis nesta sexta-feira (6) com a turnê do novo álbum “Carta de Adeus” no palco da Arena Opus, um dos maiores e mais modernos equipamentos culturais do Brasil. Em entrevista exclusiva ao NSC Total, o baterista Thiago Guerra explicou sobre a chave para o grupo se manter tão ativo no cenário musical ao longo dos anos e a importância da comunidade de fãs.

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“A gente cresceu ao longo desses anos, viramos adultos, mudamos e o nosso público mudou. Tem muita gente nova que escuta a gente, mas também gente que quando era jovem não conheceu a Fresno e escuta agora. Escuto muito isso”, conta Guerra.

O músico avalia que apesar da brincadeira com o nome “Carta de Adeus”, a banda não vê na própria trajetória um fim. Os anos na estrada são de amadurecimento para eles e as composições:

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“A gente não chegou em algum lugar, não tem um fim. Essa é a grande coisa, a gente continua caminhando, se chegasse em algo não tinha mais caminho. Por isso, faz sentido, é preciso seguir no caminho.”

Como o emo não morreu ao longo de quase três décadas

Blusas arrastão, cintos com alfinetes, roupas escuras e a angústia adolescente podem até ter sido o auge do emo nos anos 2000, mas a autenticidade e experimentação do estilo seguem conquistando público até hoje. A banda que é reconhecida como uma das expoentes no cenário brasileiro é a prova disso:

“Foi um auge em 2008, 2010, mas não buscamos uma nostalgia. A Fresno não viveu só um grande hit e fica tentando reinventar a roda. Isso é muito saudável porque não precisamos ficar nessa busca enquanto artistas, podemos mudar”, destaca Guerra.

De “A sinfonia de tudo que há”, “Sua alegria foi cancelada“, “Vou ter que me virar” e os mais recentes “Eu nunca fui embora” e “Carta de Adeus”, cada álbum guarda essa característica única de se reinventar sem perder a identidade:

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“Nosso processo é muito orgânico, alguém compra um pedal e fica “cara, quero experimentar” e de repente temos uma música, depois vamos conversando e tem outra. As coisas vão se conectando e encontramos referências, sem tentar imitar uma estética. Isso existe, pensamos no conceito, na capa, em como tudo conversa, mas isso só vai acontecendo porque somos pessoas.”

Ao longo dessas quase três décadas, esse talvez sejam um dos segredos para manter a harmonia mesmo em meio a mudanças da indústria fonográfica e do público:

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“O Lucas é muito nerd, ele acompanha muito todas as novidades, é uma coisa dele. Eu já tenho meu jeito, o Vavo o dele. Juntos vamos mudando. Sinto que toco em uma banda nova. É uma banda sempre nova.”

Arte e comunidade andam juntas

Há ao menos três álbuns, a Fresno escolhe um formato incomum de lançamento em vez de apenas lançar um single, antes até de chegar a plataformas, a banda se encontra com os fãs, seja no palco com um novo show ou por meio de listening parties. Até mesmo uma página na internet para que o público enviasse suas próprias “cartas de adeus” foi criada, quase como uma transmutação entre arte e coletivo.

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De acordo com o bateirista, o objeito é esse sempre:

“É sobre o nosso encontro enquanto pessoas e o encontro com essas outras pessoas que se identificam com as músicas. Também sobre o encontro dessas pessoas com outras pessoas. Tem gente que se conhece, vira amigo e até se casa por conta da banda. São pessoas com os mesmo princípios, elas se identificam com a gente, eu me identifico com elas, me sinto representado por elas. Temos uma comunidade”

O que esperar do show na Arena Opus

Tanto carinho pelos fãs e pelo som produzido também se reflete no show, que promete ser um dos maiores no sul do país. O setlist reúne canções novas e sucessos que atravessaram diferentes gerações consolidando a banda como um dos principais nomes no cenário nacional.

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Os lugares, os encontros, os acidentes de percurso e, principalmente, as pessoas serão representados, como no último álbum. Para a banda, todas essas variáveis se tornam imprescindíveis na obtenção do resultado final.

“O conceito que estamos abordando nesta nova fase da banda é nos fazendo a seguinte pergunta: a quantas mãos podemos fazer um projeto artístico e musical? Com a tecnologia, hoje em dia, isso pode ser feito inclusive a nenhuma mão. O que nos levou a sermos quem somos, além da nossa amizade, é a união de pessoas criativas ao nosso redor que, juntamente da banda, conseguem contribuir com nossas criações. Queremos humanizar e dar voz também a essas pessoas”, explica Lucas Silveira.

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O álbum Carta do Adeus

“‘Carta de Adeus” parte de um princípio direto e quase radical: permitir que os instrumentos soem como são. Guitarras que soam como guitarras, baterias que respiram como baterias e vozes que ocupam seu espaço sem camadas excessivas.

Diferentemente de trabalhos recentes da banda, o álbum reduz a presença de ferramentas digitais e se ancora em uma sonoridade orgânica, conduzida por escolhas que revelam o desejo de trazer mais calor para o fonograma, aproximando da gravação a energia de suas apresentações ao vivo.

Serviço

  • Opus Entretenimento orgulhosamente apresenta Fresno em “Carta de Adeus”
  • Data: 6 de novembro de 2026
  • Local: Arena Opus – www.arenaopus.com.br
  • Endereço: SC 281, km 4, número 4000 – Sertão do Maruim, São José (SC)
  • Horário: 20h (open doors)
  • Ingressos a partir de R$54,00
  • Duração: 180 minutos.
  • Classificação: 16 Anos – Abaixo de 16 anos apenas acompanhados dos pais ou responsável legal. Exceto em setores Open Bar (quando houver), neste setor apenas maiores de 18 anos.