A Barragem do Rio São Bento, principal cartão-postal de Siderópolis, cidade do Sul catarinense, se tornou cenário para um dos videoclipes do álbum “Memórias Póstumas”, novo projeto audiovisual do cantor paulista Jão. O local, famoso pela torre de igreja que surge das águas, está no teaser do álbum, lançado no domingo (26).
A gravação foi em abril deste ano, quando o cantor esteve na cidade para registrar as imagens. Tudo foi acompanhado pelo assessor de Cultura e Turismo de Siderópolis, Arisson Fabrício Nunes.
— Para nós, como Governo Municipal, participar deste momento foi muito importante, pois sabemos das potencialidades do nosso município e o quanto lutamos por reconhecimento de Siderópolis, especialmente da Barragem do Rio São Bento — destacou.
Onde foi gravado o clipe de Jão?
O centro da gravação é a Capela São Pedro, parcialmente submersa após a formação do reservatório e que se tornou um dos símbolos mais conhecidos de Siderópolis. A barragem no município é uma de duas capelas submersas de Santa Catarina. A segunda fica em Itá, no Oeste, onde duas torres surgem da água e relembram a história de um município totalmente inundado.
— Estamos tão acostumados a ver as nossas paisagens que acabamos normalizando algo que, na verdade, é extraordinári — pontuou a Miss Santa Catarina 2026, a sideropolitana Pietra Travassos, que também participou da gravação, junto com outros moradores selecionados para o projeto.
“Memórias Póstumas” é o novo álbum de Jão
Qual a história da capela submersa de Siderópolis?
Localizado a cerca de 20 minutos de Criciúma, maior município da região Suil de Santa Catarina, Siderópolis tem aproximadamente 13 mil habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022.
Há quase duas décadas foi construída a Barragem do Rio São Bento com o objetivo de resolver o problema de abastecimento na região de Siderópolis. Antes, o local era lar de famílias que moravam na comunidade de São Pedro.
Para manter viva a memória daquela vila, a torre da capela foi preservada e está “de pé” até hoje, cercada pelas águas da barragem e montanhas.






