Se a história de A Mulher Secreta já brinca com identidades e segredos, a curiosidade por trás do filme vai ainda mais longe. O suspense da Netflix acompanha uma trama de identidade falsa, amnésia, herança e casamento sob suspeita, mas existe um detalhe fora das telas que torna tudo ainda mais curioso: o livro que deu origem à produção foi assinado por uma autora que, na verdade, não existe.
O filme não é baseado em uma história real. A Mulher Secreta adapta o romance dinamarquês Den hemmelige kvinde, publicado sob o nome de Anna Ekberg. Louise, Helene e Edmund são personagens fictícios, assim como os acontecimentos que movimentam a trama.
A confusão pode surgir justamente pelo tom da história. A mistura de relações familiares, segredos e uma identidade construída faz com que a narrativa pareça próxima de acontecimentos que poderiam ter ocorrido na vida real. No entanto, a origem é completamente literária.
Entenda o final de A Mulher Secreta da Netflix
E é aí que começa a parte mais curiosa: Anna Ekberg é um pseudônimo utilizado por dois escritores dinamarqueses, Anders Rønnow Klarlund e Jacob Weinreich.
Assim, o livro sobre uma mulher que vive sob uma identidade criada também nasceu de uma identidade inventada. A coincidência combina quase perfeitamente com o tema central da história.
A dupla, aliás, já tinha experiência com pseudônimos. Antes de assinar como Anna Ekberg, Klarlund e Weinreich publicavam thrillers policiais sob o nome A.J. Kazinski. Entre os trabalhos lançados pela dupla está The Last Good Man, que se tornou um best-seller.
A escolha de usar um nome feminino para publicar Den hemmelige kvinde acrescenta uma camada curiosa à trajetória do romance e faz com que a história de A Mulher Secreta continue brincando com a ideia de identidade mesmo fora da ficção.
