Céline Dion chorou de alegria ao realizar o sonho de voltar aos palcos após seis anos afastada por causa da síndrome da Pessoa Rígida (SPR), uma rara doença neurológica. Em um show com ingressos esgotados em Paris, a cantora iniciou a apresentação com a balada francesa On ne change pas, diante de cerca de 30 mil fãs.
“Essas são, claro, lágrimas de alegria. Estou tão feliz de vê-los”, disse a artista, emocionada, enquanto mandava beijos para o público na Plenitude Arena, no oeste de Paris. Segundo a imprensa internacional, Michelle Obama estava entre os espectadores.
O retorno acontece depois de anos marcados por crises da doença, que provoca rigidez muscular, espasmos e cãibras intensas. Em alguns dos episódios mais graves, Céline perdeu temporariamente a capacidade de andar e chegou a passar semanas sem conseguir sair da cama.
As crises que fizeram Céline perder os movimentos
A cantora revelou o diagnóstico da síndrome da Pessoa Rígida no fim de 2022, mas já convivia com sintomas havia anos. Em entrevistas recentes, à revista Harper’s Bazaar, ela contou que enfrentou dores severas e dificuldades para caminhar de forma intermitente por cerca de 17 anos antes de descobrir a causa dos problemas.
Um dos períodos mais graves ocorreu no fim de 2021, quando Céline precisou cancelar apresentações em Las Vegas. Segundo relatos divulgados pela imprensa na época, os espasmos eram tão intensos que ela passou semanas sem conseguir sair da cama ou andar.
Os episódios também continuaram nos anos seguintes. No documentário Eu Sou Céline Dion (2024), a cantora mostrou momentos de uma crise severa e relatou dificuldades para se movimentar e manter o equilíbrio.
A síndrome da Pessoa Rígida é uma condição autoimune rara que causa rigidez muscular e espasmos dolorosos. Céline já descreveu a sensação como semelhante a estar sendo estrangulada e contou que algumas crises foram tão fortes que chegaram a provocar fraturas nas costelas.
Apesar da gravidade dos episódios, Céline não ficou permanentemente paralisada nem passou seis anos sem conseguir andar. As limitações ocorreram durante crises severas e intermitentes, alternadas com períodos de recuperação e reabilitação.
Seis anos longe dos grandes palcos
O diagnóstico fez com que a cantora cancelasse apresentações e colocasse a carreira em pausa enquanto buscava controlar os sintomas. Para conseguir voltar a cantar, Céline passou por uma rotina intensa de preparação, que incluiu balé, pilates várias vezes por semana e terapia vocal.
“O caminho foi mais acidentado do que esperava”, afirmou durante o show em Paris, falando em francês e inglês. “Mas eu me agarrei a um tênue raio de luz à distância, nas profundezas das montanhas.”
