Assadora gaúcha passa 21 dias nua na savana africana e fala em “retorno ao primitivo” no Largados e Pelados Brasil

Natural de Cruz Alta, Sara Lia Parra, de 45 anos, passou por uma seleção de cinco meses e é a primeira mulher gaúcha na versão brasileira do reality

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Assadora profissional considera que é uma das poucas mulheres que conseguiu retornar ao estado "primitivo e original"

Sara Lia Parra, de 45 anos, participa da quarta temporada de Largados e Pelados Brasil, reality de sobrevivência do Discovery gravado na África do Sul (Foto: Reprodução/Discovery)

Ficar 21 dias em meio à natureza, sem roupas e com recursos limitados para conseguir água, alimento e abrigo. Esse foi o desafio enfrentado pela gaúcha Sara Lia Parra, de 45 anos, na quarta temporada de Largados e Pelados Brasil, reality de sobrevivência do Discovery gravado na África do Sul.

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Natural de Cruz Alta, no noroeste do Rio Grande do Sul, a assadora profissional foi escolhida após um processo seletivo de cerca de cinco meses. Segundo a GZH, ela é a primeira mulher gaúcha a participar da versão brasileira do programa. Na primeira temporada, o estado foi representado por Itamar Charlie, de Bagé.

O interesse pelo formato vem de longe. Sara acompanha o reality desde a estreia da versão original, nos Estados Unidos, em 2013, e sempre quis testar as próprias habilidades em um ambiente selvagem.

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“Sempre gostei muito desse tipo de situação, de estar na mata, fazer fogo e construir abrigo primitivo. É um programa com o qual sempre me identifiquei. Nunca imaginei que ele pudesse vir para o Brasil. Quando veio, o Discovery abriu inscrições e eu me inscrevi”, contou em entrevista à GZH.

Durante a seleção, a gaúcha precisou demonstrar conhecimentos de sobrevivência. Também passou por entrevistas com psicólogos, psiquiatras e profissionais especializados em emergências e desastres naturais.

Da aviação ao churrasco

A trajetória de Sara passou por caminhos bem diferentes até chegar ao reality. Criada pela avó até os 13 anos, ao lado dos irmãos e primos, ela teve uma infância marcada por dificuldades financeiras em Cruz Alta. Na adolescência, mudou-se para Foz do Iguaçu, no Paraná, onde conheceu o pai biológico.

Ainda jovem, tornou-se mãe e, depois, foi morar em Porto Alegre. Na capital gaúcha, formou-se comissária de bordo e chegou ao cargo de comissária-chefe de cabine da antiga companhia aérea TAM.

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Depois de deixar a aviação, passou a trabalhar com eventos tradicionalistas, organizando rodeios, bailes, cavalgadas e gineteadas. Nos últimos anos, encontrou espaço no universo do churrasco.

“Nos últimos anos, trabalho como assadora e tive como auge da carreira atuar com a dupla Fernando e Sorocaba no evento Isso é Churrasco”, diz.

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Mesmo morando longe, Sara mantém os vínculos com a cidade natal e costuma visitar os familiares que ainda vivem lá. A relação com Cruz Alta, porém, é atravessada por sentimentos distintos.

“Cruz Alta é a minha origem, a minha base. Mas também é uma cidade que me traz bastante tristeza pelas condições financeiras que marcaram a minha infância e adolescência.”

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Conexão com a ancestralidade

Por causa de um acordo de sigilo, Sara não pode contar detalhes dos bastidores nem revelar situações vividas durante as gravações. Ainda assim, afirma que a experiência provocou reflexões sobre a relação entre os seres humanos e o meio ambiente.

Para ela, o desafio foi uma oportunidade de se aproximar de práticas fundamentais para a sobrevivência humana ao longo da história, como fazer fogo, caçar e viver em comunidade.

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“Eu tive uma conexão muito forte com a natureza, com a ancestralidade e com a forma como os povos originários viveram e como a humanidade surgiu e evoluiu”, relata.

A experiência também a fez refletir sobre o quanto a vida moderna afasta as pessoas de habilidades essenciais.

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“Eu tive a oportunidade genuína de viver isso. Sou uma das poucas mulheres no mundo que conseguiu experimentar, na essência, esse retorno a um estado tão primitivo e original.”

Como funciona a quarta temporada

Nesta edição, o desafio acontece na região conhecida como Savana Negra, na África do Sul. São dez participantes brasileiros, organizados em cinco duplas mistas, que precisam permanecer 21 dias em uma área isolada, sem roupas.

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Como funciona o reality Largados e Pelados da Discovery

Onde assistir Largados e Pelados Brasil

A quarta temporada estreou em 18 de outubro, com dois episódios. Ao todo, são sete episódios, exibidos aos domingos, às 20h45, no Discovery, na TV por assinatura, e disponíveis na HBO Max. O último episódio está previsto para 22 de novembro.