A banda Atitude 67 escolheu Florianópolis para reunir amigos, familiares e um grupo seleto de fãs na sala de uma casa de praia em Jurerê Internacional para gravar o projeto audiovisual do albúm O Último Disco da Década. Com um clima acústico e intimista, a gravação apresentou um repertório focado em composições autorais, incluindo canções guardadas há uma década que ainda não haviam sido lançadas oficialmente.
Apesar do nome do álbum, que sugere uma despedida, o novo projeto está longe de significar um encerramento definitivo e é sim uma celebração da transição para o marco de 10 anos de carreira, que será comemorado no final de 2027. “Na verdade, é longe de ser uma despedida”, cravou Pedrinho.
“É uma comemoração, uma reunião só com os nossos, para celebrar essa carreira linda que estamos percorrendo e indo atrás de mais, mais e mais anos para a gente comemorar”, pontou Karan.
Por que a escolha por Florianópolis?
A relação dos músicos com a capital catarinense vem desde a infância. Segundo Leandro, a escolha do local para o registro ao vivo reflete o carinho acumulado pelas apresentações na região ao longo dos anos.
“A gente foi picado por essa ilha aqui faz muito tempo, viu? O amor que sentimos por esse lugar é incrível. A gente vem desde menino para cá, nossos pais, então nada melhor do que contemplar um lugar que nos abraçou de verdade, porque fazemos muito show pela região também. Então, estamos em casa. Obrigado, Florianópolis.”, destacou Leandro para o NSC Total, momentos antes da gravação começar.
Músicas de “gaveta” ganham versão acústica
O novo álbum aposta em uma estética mais despojada. Entre as 13 faixas selecionadas, o repertório resgata composições antigas do grupo. A proposta do projeto foi dar vazão a canções que não se encaixavam no formato dos álbuns tradicionais lançados anteriormente.
“Os fãs podem esperar o Atitude 67 de sempre, talvez um pouquinho mais doido, mais batata doido, porque é um álbum em que tivemos uma liberdade de fazer um formato mais acústico, mais intimista e com músicas que talvez não entrassem num álbum tradicional que a gente tem feito até hoje. Essa é uma oportunidade para cantarmos o que estávamos com vontade”, explicou Éric.
Segundo o grupo, o formato permitiu liberdade para resgatar faixas guardadas na gaveta e apresentá-las ao público antes da celebração dos dez anos de trajetória como Cabelo de Lado, escrita há cerca de 10 anos.
“Chegou o momento de gravá-la. Falamos: ‘Cara, não podemos fechar uma década sem gravar Cabelo de Lado‘. Então, tem músicas que estávamos guardando na gaveta e que chegou o momento de soltar pro mundo. É uma comemoração, uma contemplação de músicas dessa primeira década e um fechamento desse ciclo com chave de ouro, eu diria, de uma forma mais acústica, mais intimista, do jeito que a gente gosta”, completou Éric.
Fã viaja de outro estado para acompanhar o 73º show
O clima de proximidade marcou o encontro na casa de praia. Entre os cerca de 130 convidados, estiveram presentes 30 integrantes de fãs-clubes oficial.
Grávida do segundo filho, Lika Furtado viajou de Curitiba, no Paraná, até Florianópolis, especialmente para acompanhar o momento. Acompanhando o Atitude 67 desde 2017 e dona do fã clube Atitude 67 Bora Doido, a gravação em Florianópolis marcou a 73ª vez em que ela assistiu a uma apresentação do grupo.
“Quando recebi o convite, nem pensei duas vezes. Acompanho a carreira deles desde o comecinho. É sempre muito emocionante ver o crescimento, o quanto já produziram e o quanto eles ainda vão crescer”, relatou Lika, destacando a faixa Aluno do Tempo como uma das favoritas do novo registro:
Como fãs, como admiradoras, a gente fica feliz com o sucesso que eles estão tendo e fica torcendo para que, a cada dia, eles cheguem mais longe.
Próximos passos e a marca dos 10 anos
Olhando para o passado e relembrando os tempos em que o grupo era um hobby entre amigos de infância que tocavam em uma garagem, o sentimento, segundo Karan, é predominantemente de conquista e gratidão:
É um sentimento total de gratidão, de olhar lá atrás, quando largamos tudo para ir atrás desse sonho, e agora ver que estamos vivendo ele, né? Vivendo, sendo feliz, criando família, alimentando cada vez mais a nossa amizade.
Para a banda, conseguir transformar o sonho de infância em uma carreira sustentável é um privilégio raro no cenário musical atual:
“Alimentamos esse sonho de uma banda da garagem viver de música hoje, que é um negócio muito difícil, e a gente vive feliz. Temos que contemplar cada vez mais, agradecer, comemorar e ser feliz, porque, graças a Deus conseguimos viver do que mais amamos, que é fazer arte”, concluiu Karan.






