O ator Allan Souza Lima participou do Encontro desta terça-feira (11) e durante a conversa com a apresentadora Patrícia Poeta, o interprete de Tom, um dos antagonistas de Quem Ama Cuida, revelou que quase apanhou na rua na última semana após um telespectador confundí-lo com o personagem. Segundo Allan, ele foi cobrado por ações de Tom, que na trama bate na esposa.
“Eu quase apanhei na rua (…) O homem estava acompanhado, acho que estava talvez um pouco alterado, e acho acabou confundindo um pouco. E eu tentando sair pela tangente”, disse Allan.
“Ele começou a falar ‘fica batendo em mulher’. E eu falei, ‘é o personagem’. Mas passei pela situação, foi a única e espero que continue sendo”, afirmou. Patrícia completou dizendo que Allan “é tão convincente no papel que faz”, que o público acaba confundindo.
Confira cenas do capítulo de hoje de Quem Ama Cuida
Segundo Allan, ele quis interpretrar um personagem que fugisse dos estereótipos de pessoa violenta, e ir construindo um papel em Quem Ama Cuida onde o homem vai fazendo outros tipos de violência de forma silenciosa.
“Eu estou chegando onde eu queria dentro do personagem. É muito fácil cair no estereótipo de pessoa violenta e eu tentei trazer um pouco o outro lado, pra mostrar, aos poucos, que isso existe, os outrosrs tipos de violência”, refletiu.
Preparação para interpretar Tom, em Quem Ama Cuida
Allan Souza Lima compartilhou ainda que traçou um paralelo entre seu personagem, Tom, e seu trabalho ativista de anos no combate ao tráfico humano e ao abuso sexual infantil, identificando a vulnerabilidade como o ponto comum entre a ficção e a realidade dessas vítimas.
O ator ressaltou ainda que seu processo de criação se baseia na escuta ativa, tendo inclusive aberto diálogos em suas redes sociais com mulheres que sobreviveram a situações de violência.
“Eu já tenho um caminho de entender sobre sobre esse universo. E claro, junto com estudos de ouvir, eu abri uma pauta no Instagram para conversar com com mulheres que já sofreram. Hoje mesmo, toda terça-feira, eu posto sobre violência doméstica. Trouxe uma equipe para falar sobre isso. Eu acho que o ator tem que estar no processo da escuta sempre, é fundamental”, disse.











