Faz muito tempo que Lúcia Veríssimo não faz uma novela inteira, a última da atriz foi em 2005, com América, quando viveu uma narradora de rodeios. Depois da trama de Glória Perez, tudo que a atriz fez foram participações especiais em produções como Rensga Hits na Globo e Dona Beja, na HBO. Fora das telas, Lúcia aproveita seu tempo livre em uma fazenda no interior de Minas Gerais. Além de plantar seus próprios alimentos, a atriz também cria animais como vacas e cavalos, além de galinhas, cachorros e gatos.
Uma vida bem diferente para alguém que nasceu e cresceu no Leblon, bairro famoso do Rio de Janeiro. Lúcia Veríssimo foi uma das musas da televisão brasileira nos anos 80. Na adolescência, estudou na zona sul carioca e teve colegas ilustres como Christiane Torloni. Ela também cursou Jornalismo, mas rapidamente se apaixonou pelo teatro e não largou mais a carreira artística.
A vida na fazenda virou conteúdo para as redes sociais e para um site da atriz. Lúcia continua trabalhando com audiovisual, dirigindo, atuando em algumas produções, e também tem uma produtora chamada Canela Produções Artísticas.
Projeto da Fazenda Independência é ser um modelo de fazenda sustentável
A atriz explica que o projeto da Fazenda Independência é plantar comida e não criar animais de engorda. Lúcia não come carne, e todos animais da propriedade morrem de velhos. Se algum convidado quer comer frango, ela manda comprar no vizinho e afirma que isso não é uma brincadeira. Até a ração dos animais é produzida na fazenda e de forma balanceada, além do adubo ser orgânico.
O gado é apenas leiteiro, as aves são de postura ou de ornamentação como pavões, patos e cisnes. O plantio é a verdadeira potência da fazenda, com cultivo de feijão, milho, abóbora, hortaliças e frutas. Ela também tem um apiário e diz que as abelhas são “as meninas dos seus olhos”.
Fazenda tem estatuto que proíbe animais presos
Existe um estatuto na Fazenda Independência, e toda pessoa que vive lá é obrigada a cumprir. Uma das principais diretrizes é a proibição de manter animais presos, incluindo os pássaros. Cães e gatos são castrados e recebem tratamento com vacinas e vermífugos.
Sobre a produção de leite e ovos, Lúcia detalha: “Não usamos ordenha mecânica. Cada vaca é chamada pelo próprio nome. As vacas e animais de postura que não mais produzem não são vendidos para o abate: são mantidos em pastos especiais e lá continuam recebendo alimento e trato normalmente, até o fim natural de suas vidas”.

