Bruna Marquezine refletiu sobre a relação que construiu com a própria aparência e revelou algumas das “mentiras” que contou para si mesma ao longo dos anos. A atriz afirmou, em entrevista à Marie Claire, que durante muito tempo acreditou que determinadas mudanças físicas seriam responsáveis por fazê-la finalmente se sentir bonita e feliz.
“Quando eu tiver isso, daí vai estar perfeito. Quando eu terminar a transição, daí eu vou estar linda. Quando eu emagrecer mais 2 kg, aí eu vou ficar feliz. Nunca acontece”, afirmou.
Bruna também relembrou o período da adolescência em que precisou alisar definitivamente o cabelo para interpretar uma personagem. O procedimento químico, somado às transformações naturais da fase, acabou danificando os fios e alterando sua textura.
Durante a pandemia, a atriz decidiu cortar o cabelo bem curto e passou a apará-lo com frequência. Foi nesse processo que começou a conhecer novamente a textura natural dos próprios fios.
“Esse processo de se desfazer da química pode até parecer meio superficial, mas acho que mulheres entendem. É muito profundo. De você se conhecer, conhecer a textura real do seu cabelo e se amar na transição, se amar no caminho, e não na ideia de que a gente vai se amar quando chegar lá”, explicou.
Como é a casa de Bruna Marquezine no Rio de Janeiro
Para Bruna, a experiência com o cabelo acabou representando uma transformação que ultrapassou a aparência. Ela passou a questionar a ideia de que felicidade e autoestima dependem de alcançar determinado corpo, cabelo ou padrão de beleza.
“Se não é um trabalho feito de dentro para fora, não importa. Você pode entrar em todas as calças que queria entrar, pode ter o cabelo do jeito que queria ter e ainda vai te faltar alguma coisa”, declarou.
A atriz também destacou que, para ela, a verdadeira beleza está relacionada àquilo que uma pessoa transmite. “As pessoas mais lindas que eu conheci na minha vida eram pessoas que irradiavam essa luz. E não tinha nada a ver com os traços físicos, não tinha a ver com corpo, altura”, afirmou.
Bruna defendeu ainda a importância do autoconhecimento e do cuidado emocional nesse processo. Segundo ela, terapia, fé e a disposição para encarar as próprias inseguranças são caminhos importantes para desenvolver o amor-próprio.
“É olhar para si, é fazer sua terapia, é aprofundar na sua fé, é não ter medo das suas sombras e encarar elas e praticar uma das coisas mais difíceis, que é o amor próprio, diariamente”, disse.
Ao relembrar as expectativas que criou sobre a própria aparência, Bruna resumiu: “Quando eu emagrecer, todo mundo vai achar bom, todo mundo vai achar lindo. Ou quando eu botar o mega hair, aí eu vou me sentir empoderada. E não é. É tudo lorota.”
*Sob supervisão de Pablo Brito











