Cantora decide abandonar banda após anunciar que está grávida: “Nada fácil”

Mity, integrante virtual do Babyqueen, anunciou uma pausa na carreira para cuidar da gestação; a revelação surpreendeu fãs que não sabiam que o grupo chinês era uma criação de inteligência artificial

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Cantora decide abandonar banda pop após anunciar estar grávida_ _Decisão nada fácil_

Mity, integrante virtual do grupo Babyqueen, anunciou que está grávida e deixará temporariamente a banda pop criada com inteligência artificial na China. (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Uma cantora anunciou que está grávida e decidiu se afastar temporariamente de uma banda pop, mas a notícia surpreendeu os fãs por um motivo inusitado: tanto ela quanto o grupo são criações de inteligência artificial (IA). Mity, integrante virtual do Babyqueen, anunciou a pausa nas redes sociais e provocou confusão entre internautas que não sabiam que as artistas não eram pessoas reais.

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Em uma publicação, a personagem afirmou que a decisão foi tomada após conversas com a empresa responsável pelo projeto e com as outras integrantes. Segundo ela, o objetivo é priorizar o descanso e os cuidados durante a gestação.

“Recentemente, descobri que estou grávida. Depois de refletir bastante e conversar com a empresa e com os outros integrantes, decidi fazer uma pausa no grupo por enquanto, para focar no meu descanso e cuidar de mim mesma”, escreveu.

Mity também lamentou a mudança nos planos do grupo, que se preparava para um novo lançamento. “Não foi uma decisão nada fácil, especialmente para os meus colegas de grupo e para a equipe, que estavam se preparando para este retorno — sinto muito, de verdade”, declarou.

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Grupo virtual confundiu os fãs

De acordo com relatos citados pelo jornal britânico Daily Mail, o anúncio da gravidez faria parte de uma mudança na narrativa criada pelos responsáveis pelo Babyqueen. A equipe teria encontrado dificuldades para administrar as personalidades e histórias virtuais das integrantes, o que levou à criação de novos acontecimentos para o projeto.

O Babyqueen foi desenvolvido na China por um grupo de estudantes da província de Liaoning, fãs de K-pop. Eles criaram cinco integrantes virtuais, cada uma com perfil e personalidade próprios nas redes sociais.

A proposta conquistou rapidamente a atenção dos internautas, e o grupo acumulou engajamento em poucas semanas. A construção de histórias pessoais para as personagens ajudou a aproximá-las do público, mas também fez com que parte dos usuários acreditasse que elas eram artistas reais.

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A suposta gravidez de Mity levou essa estratégia a um novo patamar, ao apresentar uma situação comum na vida de celebridades como parte da história de uma cantora que não existe fora do ambiente digital.

Personagens de inteligência artificial ganham espaço na publicidade

O caso do Babyqueen acompanha a expansão de personagens virtuais criados com inteligência artificial na China, no Japão e na Coreia do Sul, onde a tecnologia vem sendo utilizada em projetos de entretenimento e companhia digital.

Além de integrar grupos musicais fictícios, personagens geradas por IA também passaram a aparecer em campanhas publicitárias como representantes de marcas.

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Um exemplo é Fang Taizi, personagem virtual de 20 anos da websérie chinesa Laid-Off Girl. Ela estrelou anúncios de lentes de contato e, segundo o relato citado na reportagem, chegou a cobrar o equivalente a R$ 180 mil por minuto de participação publicitária.

Assim como artistas e influenciadores reais, essas figuras virtuais podem desenvolver uma identidade pública, conquistar seguidores e participar de campanhas comerciais. A diferença é que suas aparições, histórias pessoais e características são construídas por equipes responsáveis pelo desenvolvimento do conteúdo.