Carolina Dieckmmann fala sobre a morte da mãe e o uso da memória para criar personagem em filme

Atriz contou que usou a memória da mãe para construir personagem e disse que o trabalho ajudou a ressignificar experiências da infância

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Carolina Dieckmmann fala sobre a morte da mãe e o uso da memória para criar personagem em filme

Carolina Dieckmann afirmou que interpretar uma mulher com alcoolismo foi uma forma de compreender a própria mãe e transformar a dor em arte (Foto: Redes sociais, Reprodução)

Carolina Dieckmann emocionou ao falar sobre a relação com a mãe e como essa experiência pessoal ajudou na construção de Kátia Klein, sua personagem no filme (Des)controle. A atriz contou que recorreu às próprias memórias para interpretar uma mulher que enfrenta problemas com o alcoolismo.

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“Quando fui chamada para fazer esse filme, eu pensei: ‘Eu conheço essa mulher’. Eu fui essa criança que entrava no banco de trás do carro sem saber se ia chegar em casa, porque percebia que tinha alguma coisa estranha com a mãe”, relembrou.

Segundo Carolina, interpretar a personagem foi um processo de cura, principalmente porque o trabalho aconteceu após a morte da mãe. “Eu entendi ela como mulher. Quando eu era pequena, eu só via minha mãe com um comportamento diferente e não entendia o que estava acontecendo. Fazer esse filme foi muito curativo para mim”, afirmou.

A atriz disse que gostaria que a mãe tivesse assistido ao resultado. “Eu queria tanto que ela visse o que eu fiz com essa dor. Que percebesse que eu consegui transformar isso em algo que pode ajudar outras pessoas.”

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Carolina também relembrou que a mãe enfrentou um período difícil após a separação do pai e acredita que a depressão tenha sido um dos fatores por trás do alcoolismo. “Ela fumava e bebia muito. Um dia decidiu parar com os dois, de uma vez. Foi impressionante.”

Depois dessa mudança, a mãe reconstruiu a própria vida e viveu uma nova fase ao lado da família. “Ela foi uma avó maravilhosa. Eu tinha insegurança no começo, não sabia se aquilo poderia voltar, porque nunca houve um diagnóstico exato. A gente não sabe se era alcoolismo, depressão ou as duas coisas.”

Ao refletir sobre o tema, Carolina destacou que transtornos relacionados ao uso de álcool e à saúde mental nem sempre têm respostas simples. “Não é uma ciência exata. Não é um exame de sangue que diz o que a pessoa tem ou não tem”, concluiu.

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*Sob supervisão de Pablo Brito