Depois de mais de um ano longe dos holofotes, Jão iniciou uma nova era com o lançamento de Memórias Póstumas. O cantor falou sobre o processo criativo do álbum, suas referências musicais e a expectativa pelo reencontro com os fãs, em entrevista à jornalista Carol Prado, para o Spotify.
Segundo Jão, o novo trabalho resume a forma como ele enxerga a composição. Para o artista, as palavras são uma maneira de atribuir significado às coisas, ideia que aparece especialmente na faixa Literatura.
“Ela resume muito o que foi a composição para mim sempre, assim: de se nada significa nada, então eu dou o significado às coisas com as palavras, sabe? Eu acho que isso sempre foi uma coisa que eu senti, mas que eu nunca tinha dito e que eu nunca tinha entendido muito bem”, disse o cantor.
Entre as revelações, o cantor surpreendeu ao contar que Marisa Monte continua sendo seu feat dos sonhos. A artista, uma das principais referências da música brasileira, ainda não dividiu uma música com Jão.
Durante a conversa, Jão também falou sobre a construção estética do disco, a influência da sonoridade dos anos 1990 e sua admiração por Madonna, principalmente pela capacidade da cantora de transformar temas complexos em músicas acessíveis.
O cantor também apontou as letras, a composição, o timbre e a voz como elementos fundamentais de sua assinatura. Para o novo álbum, ele explorou diferentes possibilidades vocais e revelou ter preservado algumas gravações feitas ainda durante o período das demos.
“É impossível emular a emoção que você grava quando você tá na primeira vez, né? Na primeira vez entrando em contato e descobrindo aquilo, aquilo fica na voz.”
Confira a entrevista de Jão para o Spotify
*Sob supervisão de Pablo Brito
