Maratona Cultural atrai público de todas as idades levando arte para as ruas de Florianópolis

Público se reuniu em diversos pontos da Capital para aproveitar as atrações de música, visitas guiadas a museus, rodas de capoeira e teatro infantil

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Roda de capoeira do grupo Filhos de Tigre aconteceu no Largo da Catedral, nesta manhã (Foto: Patrick Rodrigues, NSC Total)

A Maratona Cultural de Florianópolis transformou as ruas da cidade em um grande palco de arte neste sábado (22), segundo dia do evento que celebra o aniversário da Capital. Com uma programação repleta de atividades para todas as idades, o evento atraiu um público diversificado, composto por crianças, jovens, famílias, idosos e adultos, que se espalharam pelos diversos pontos da cidade para aproveitar as atrações de música, visitas guiadas a museus, rodas de capoeira e teatro infantil.

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Já nas primeiras horas de programação, às 10h, o público formava filas no pátio do palácio Cruz e Souza e na entrada Museu de Florianópolis, aguardando para participar das visitas guiadas. O evento mais badalado era a visita no palácio, conduzida por Rodrigo Stüpp, o Guia Manezinho, que contou a história da cidade, indo desde a visita de Dom Pedro II à antiga Desterro até a Revolução Federalista.

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O evento no palácio começou a distribuir fichas para os passeios às 9h, mas conseguiu acomodar somente metade das cerca de 80 pessoas que aguardavam na fila para o passeio às 10h. A solução foi abrir turmas extras, às 11h e ao meio-dia.

— Sempre passamos pela Maratona Cultural. É uma oportunidade de conhecer tudo que a gente não conhece no dia a dia. Alguns museus, por exemplo, não abrem nos fins de semana, e na Maratona temos a oportunidade de conhecer esses espaços. É minha primeira vez aqui, inclusive — diz a estudante de Museologia Vitória Bilhão Rodrigues, de 21 anos, que visitou o Palácio junto a amigos.

Veja a programação completa da Maratona Cultural neste sábado

No Museu de Florianópolis, administrado pelo Sesc, a visita guiada atraiu 60 pessoas, número que “extrapolou um pouquinho” a média de 30 a 40 visitantes que o local costuma receber em dias comuns, segundo a administração. O perfil dos visitantes na Maratona também é diferente, mais jovem.

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— Nosso intuito é que as pessoas saiam daqui conhecendo realmente a história da cidade em que a gente vive. E também saiam observando por que a gente guarda o patrimônio histórico e cultural da cidade, por que precisamos proteger prédios antigos e por que precisamos do tombamento — diz Anna Júlia Serafim, técnica de atividades do Museu, que conduziu a visita.

Veja fotos das visitas aos museus

Capoeira na Catedral

No Largo da Catedral, um dos pontos mais emblemáticos de Florianópolis, o sol forte não desanimou o público que começou a se reunir por volta das 10h30min para acompanhar a roda de capoeira do grupo Filhos de Tigre. O grupo costuma se encontrar nesse mesmo local todo sábado, mas desta vez reuniu um grupo maior de espectadores.

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Na roda, crianças, adolescentes e adultos se revezavam nos movimentos, enquanto o coro cantava e batia palmas. O mestre Tigre, Patrício Coelho, comandava a roda incentivando todos a “sentirem a música”.

— Levanto a bandeira da capoeira com muita fé e muito amor — bradou o mestre, em certo momento, chamando a atenção de quem não acompanhava o coro.

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A partir daí, o coro entoou alto o refrão “Tem que ter axé”, acompanhado de palmas e muita energia. Cada vez mais, a roda ia atraindo público.

— Sou paraense de nascimento e tô morando em Navegantes. Vim para Florianópolis a trabalho e decidi ficar o fim de semana para participar da Maratona. Fiz um roteiro de eventos que quero ir. À tarde, pretendo ir na caminhada das lavadeiras (pela comunidade do Monte Serrat) e à noite, quero ir no show da Teresa Cristina — diz Márcio Macedo, de 51 anos.

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Veja fotos da capoeira

Teatro e brincadeiras na Maratoninha

Para as crianças, a manhã foi repleta de diversão e aprendizado no Espaço Engie, localizado no Largo da Alfândega. A performance Kono – O Pequeno Grande Pássaro, apresentada pelo Grupo Kono, que combina danças e ritmos africanos e afro-brasileiros, encantou os pequenos.

Sentadas no chão, as crianças interagiam com os personagens, imitando os bichos e participando ativamente da apresentação.

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— Viemos passear de bicicleta e acabamos ficando por aqui. Tô achando maravilhoso, com bastante criança, um evento muito legal para a cidade — diz Vitor Pereira, de 39 anos, que assistia à peça com o filho de três anos.

O espaço também oferecia brincadeiras como xadrez em tamanho humano, amarelinha e um “cantinho literário” com prateleiras repletas de livros. Em um mundo onde as telas dominam a atenção das crianças, o local se destacou como uma alternativa lúdica e educativa, promovendo o contato com a arte e a imaginação.

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— Esta é a primeira vez que trazemos nosso filho em um evento tão grande, com tantas coisas e tantas pessoas. Queremos introduzir ele nesse universo, do teatro, da música… — conta Luana Benazzi, de 31 anos, que trouxe o filho de dois anos à Maratoninha.

Veja fotos da Maratoninha

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