Marjorie Estiano fará filme sobre menino fotografado em comunidade do Rio de Janeiro nos anos 1960

Longa de Mini Kerti retrata a história de Flávio da Silva, menino de 12 anos fotografado por Gordon Parks para a revista Life em 1961; Saul Williams interpretará o fotógrafo americano

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Marjorie Estiano fará parte do elenco do filme de Mini Kerti sobre Flávio da Silva, menino fotografado por Gordon Parks. (Foto: Divulgação)

Marjorie Estiano terá um papel de destaque no novo filme da diretora Mini Kerti, inspirado na história de Flávio da Silva, menino que ganhou projeção internacional após ser fotografado pelo americano Gordon Parks em uma comunidade do Rio de Janeiro, em 1961. O longa vai retratar o episódio que levou às páginas da revista Life a realidade de uma família que vivia em situação de pobreza na cidade, segundo a coluna Play do jornal O Globo.

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Na época, Flávio tinha 12 anos e foi fotografado doente, deitado em uma cama na comunidade da Catacumba, localizada na região da Lagoa, na Zona Sul do Rio. As imagens fizeram parte de uma reportagem publicada pela revista americana com o título “Uma família castigada numa favela do Rio. O temível inimigo da liberdade: pobreza”.

A publicação provocou repercussão e uma polêmica que ultrapassou as fronteiras brasileiras, envolvendo o Brasil e os Estados Unidos. O trabalho de Parks expôs as condições de vida enfrentadas por moradores de comunidades cariocas e colocou a pobreza no centro de um debate internacional.

No filme, Gordon Parks será interpretado por Saul Williams, ator e músico que integrou o elenco de Pecadores. A produção é dirigida por Mini Kerti e parte de um episódio real para revisitar o encontro entre o fotógrafo e o menino brasileiro.

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Marjorie Estiano teve apenas um mês para entender sistema de Justiça antes de série da Netflix

Marjorie Estiano teve apenas um mês para entender como funciona o sistema de Justiça brasileiro antes de começar as gravações de Habeas Corpus, nova série da Netflix. Para construir a protagonista Inez Franco, a atriz mergulhou em casos de erros judiciais, desigualdade no acesso à defesa e situações reais que ajudaram a compreender o universo da personagem.

“Foi um desespero. Este projeto foi um desespero, Cissa. Foi assim, praticamente um mês para entender o sistema de Justiça no Brasil”, contou Marjorie durante entrevista ao Sem Censura, da TV Brasil, apresentado por Cissa Guimarães.

Na produção, a atriz interpreta uma advogada talentosa e professora de Direito que, no início da história, está muito preocupada com a própria imagem. Para Inez, a advocacia funciona quase como um palco: ela é performática, vaidosa e busca reconhecimento pelo trabalho que realiza.

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“A Justiça está para ela, não é ela que está para a Justiça. É meio que um lugar para afagar o ego dela”, explicou Marjorie.

A trajetória da personagem, porém, muda depois de um trauma provocado por uma escolha equivocada. Inez percebe que contribuiu para a prisão de uma pessoa inocente e passa a questionar a própria atuação profissional.

A partir daí, ela se afasta da advocacia e começa a dar aulas de Direito. No contato com os estudantes, encontra uma nova maneira de se relacionar com a profissão e reúne um grupo de alunos para criar um projeto de revisão criminal voltado à reversão de condenações injustas.

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“Ela vai redescobrindo a relação dela com a Justiça e faz um arco muito bonito, assim, de se entender um pouco mais a serviço da Justiça”, afirmou.