Um bilhão de views, milhões de ouvintes e shows lotados: como o Menos é Mais se tornou um dos maiores fenômenos do pagode no Brasil

Com shows que são verdadeiras maratonas, chegando a 6 horas de duração, além de parcerias de peso, o grupo brasiliense levou a cultura do samba para o topo das paradas por todo o Brasil

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Grupo brasiliense Menos é Mais ultrapassa marcas históricas nas plataformas virtuais e consolida turnê com apresentações de longa duração pelo país (Foto: Divulgação/Menos é Mais)

Um projeto que nasceu em setembro de 2019 para traduzir o espírito leve e alegre da música nacional se tornou uma das turnês mais disputadas do Brasil. O Churrasquinho Menos é Mais não apenas gerou um vídeo com mais de 1 bilhão de acessos no YouTube, sendo o mais assistido da história do pagode, como projetou o quarteto formado por Duzão (vocal), Gustavo Goes, Paulinho Félix e Ramon Alvarenga para o topo do mercado de eventos e plataformas de áudio, onde ostentam entre 7 e 8 milhões de ouvintes mensais no Spotify.

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O amadurecimento do modelo de entretenimento passou por uma imersão de um mês no Rio de Janeiro em 2021. No ano seguinte, ao ganhar o formato de turnê itinerante por grandes cidades e capitais como São Paulo, Rio, Porto Alegre e Campinas, a marca mostrou sua força avassaladora: os 15 mil ingressos da estreia esgotaram-se em menos de 30 minutos, reunindo mais de 30 mil pessoas em apresentações épicas que chegaram a durar 6 horas consecutivas.

A explosão digital e a força que vem da capital

A consagração dos palcos é reflexo do sucesso conquistado no digital. Em 2023, o Menos é Mais tornou-se o primeiro grupo de pagode a entrar no Top 3 do Spotify Brasil.

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Entre seus maiores sucessos está o feat “Lapada Dela”, gravado com Matheus Fernandes, que já soma 1 bilhão de reproduções combinadas e 539 milhões de execuções no Spotify.

Além disso, o quarteto contabiliza mais de 50 participações especiais ao longo da carreira.

A façanha ganha contornos ainda mais especiais ao considerar a origem da banda. Brasília, consagrada como a “cidade do rock” por ter revelado Legião Urbana, Capital Inicial e Raimundos, e forte em vertentes como o reggae do Natiruts e a MPB, não tinha tradição na exportação de pagode para os grandes centros.

“A gente canta o que vive”

Com a premissa do vocalista Duzão, que afirma que “a gente canta o que vive. Nosso pagode é de verdade”, o quarteto fez da descentralização uma verdadeira bandeira para o grupo.

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Enquanto isso, Paulinho Félix reforça que o objetivo é integrador:

A gente vive o pagode como forma de unir, não de dividir.

Essa postura tem estimulado a renovação artística na Capital Federal. Segundo o percussionista Gustavo Goes, a riqueza cultural da cidade garante o surgimento de novas promessas:

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“Tem muita gente boa surgindo e novos grupos ainda vão ganhar o país. Brasília tem uma cultura muito própria dentro do samba e do pagode, existe uma história aqui. O público daqui é muito eclético. Em outros lugares do Brasil, eu não vejo essa mistura tão forte”, pontua o integrante.

*Com edição de Luiz Daudt Junior.