O ator francês Alain Delon morreu aos 88 anos, neste domingo (18). Considerado um dos grandes galãs do cinema entre as décadas de 1960 e 1970, o artista enfrentava problemas de saúde desde 2019, quando sofreu um derrame. As informações são do g1.
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A notícia foi informada pela família: “Alain Fabien, Anouchka, Anthony e (seu cão) Loubo lamentam profundamente o falecimento de seu pai. Ele morreu tranquilamente em sua casa em Douchy, rodeado pelos seus três filhos e pela sua família. A família pede que respeitem sua privacidade neste momento de luto extremamente doloroso”, diz a nota enviada à imprensa francesa.
Em março deste ano, o filho de Alain, Anthony, revelou o desejo do pai de recorrer ao suicídio assistido, prática permitida na Suíça, onde Delon vivia, mas ilegal em muitos outros países, incluindo a França. Por conta das sequelas do AVC, o ator raramente deixava sua propriedade em Douchy, na região de Val de Loire, França.
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Trajetória de Alain Delon
Antes de se tornar uma estrela de cinema, Delon, nascido Alain Fabien Maurice Marcel Delon em 8 de novembro de 1935, em Sceaux, Hauts-de-Seine, França, começou sua vida profissional como aprendiz de açougueiro, trabalhando ao lado do pai.
Mais tarde, alistou-se como fuzileiro naval e, em 1953, foi enviado ao sudeste asiático. Após ser dispensado em 1955, Delon fez vários trabalhos temporários e tornou-se amigo de alguns atores de cinema, com os quais compareceu ao festival de cinema de Cannes, em 1957.
Durante o festival, Delon chamou a atenção de um caçador de talentos do produtor americano David Selznick, que lhe ofereceu um contrato com a condição de aprender inglês. No entanto, após conhecer o diretor francês Yves Allégret, Delon decidiu seguir carreira na França.
Considerado um dos grandes galãs do cinema entre as décadas de 1960 e 1970, Delon estrelou mais de 80 produções cinematográficas, incluindo clássicos como O Sol por Testemunha (1959) e Cidadão Klein (1976).
Em fevereiro deste ano, a polícia apreendeu 72 armas de fogo e mais de 3 mil munições na casa do ator. Ele não tinha licença para possuir armas de fogo.
Repercussão da morte
O presidente francês, Emmanuel Macron, e outros atores internacionais usaram as redes sociais neste domingo (18) para lamentar a morte de Alain Delon.
“Monsieur Klein ou Rocco, o Guepardo ou o Samurai, Alain Delon desempenhou papéis lendários e fez o mundo sonhar. Emprestando seu rosto inesquecível para virar nossas vidas de cabeça para baixo. Melancólico, popular, secreto, ele era mais que uma estrela: um monumento francês”, escreveu Macron.
Já Marine Le Pen, escreveu: “A lenda se foi. Alain Delon nos deixa órfãos da época de ouro do cinema francês que tão bem encarnou. É uma pequena parte da França que amamos e que vai embora com ele.”
A atriz Claudia Cardinale, que contracenou com Delon em O Leopardo (1963), afirmou: “As pessoas me pedem para colocar em palavras… mas a tristeza é intensa demais. Uno-me à dor de seus filhos, de seus entes queridos, de seus fãs… A bola acabou. Tancredi foi dançar com as estrelas. Por sempre tua, Angélica.”
Ícone do cinema francês, o artista conquistou os corações de milhões de fãs com suas interpretações icônicas de assassinos, bandidos e matadores de aluguel no auge do pós-guerra.
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A decisão do suicídio assistido
A decisão de recorrer ao suicídio assistido foi um desdobramento de seu estado de saúde. Em 25 de março, o perfil oficial de Alain Delon no Instagram publicou o que muitos fãs interpretaram como uma mensagem de despedida.
“Gostaria de agradecer a todos que me acompanharam ao longo dos anos e me deram grande apoio. Espero que os futuros atores possam ver em mim um exemplo, não apenas no trabalho, mas na vida cotidiana, com suas vitórias e derrotas. Obrigado, Alain Delon.”
Pouco tempo depois, a conta foi apagada. Delon, que sofreu um AVC em 2019, mencionou várias vezes a possibilidade de recorrer ao suicídio assistido, especialmente após presenciar o sofrimento de sua esposa, Nathalie Delon. Ela também tinha a intenção de optar por essa prática, mas faleceu em 2021 devido a um câncer de pâncreas, antes de conseguir as autorizações necessárias.
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