O produtor, diretor e fotógrafo do cnema brasileiro, Luiz Carlos Barreto morreu nesta quarta-feira (22), aos 98 anos. As informações são do jornal O Globo.
Luiz Carlos Barreto estava com a saúde debilitada desde março de 2024, quando sofreu uma queda visitando o estado natal, o Ceará, para uma homenagem. Ele estava internado desde a última terça-feira.
O diretor foi um dos nomes mais importantes da história do cinema brasileiro. Ele atuou por seis décadas, tendo sido envolvido com o movimento do Cinema Novo, que revolucionou o audiovisual nacional nos anos 1960.
Barretão, como era conhecido no meio do cinema, era casado com Lucy Barreto, juntos os dois detinham a marca da produção de mais setenta filmes brasileiros de curta e longa-metragens. Ele era pai de Bruno Barreto e Fábio Barreto, dois diretores dos mais importantes da geração pós-Cinema Novo, e Paula Barreto, formada em Comunicação Social.
Ele deixa também nove netos (Julia, Mariana, Lucas e João, filhos de Fábio; Helena, Olympia e Gabriel, de Bruno; e Camilla e Felipe, de Paula). A maioria dos netos chegou a trabalhar na produtora LC Barreto. Helena seguiu carreira como fotógrafa still e Julia é produtora e diretora de cinema.
Graduado em Letras, com atuação no jornalismo e no fotojornalismo, ele foi diretor de fotografia de dois dos mais significativos longas nacionais do período: Vidas secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, uma adaptação de romance homônimo de Graciliano Ramos, e Terra em transe (1967), de Glauber Rocha.
Foi como produtor que ficou mais conhecido, apesar de trabalhos relevantes como fotógrafo e roteirista. Foram mais de 80 produções em 60 anos de atividade, tendo como maior sucesso Dona Flor e seus dois maridos (1976), de Bruno Barreto, seu filho mais velho. O filme, adaptação de clássico de Jorge Amado, foi visto por quase 11 milhões de pessoas nos cinemas brasileiros.
*Sob supervisão de Pablo Brito
