No Twitter, Gilberto Gil explica música feita em Florianópolis

Cantor baiano relembrou musas da canção “Sandra”

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Gilberto Gil relembrou prisão em Florianópolis (Foto: Tiago Ghizoni, NSC Total)

Gilberto Gil relembrou prisão em Florianópolis (Foto: Tiago Ghizoni, NSC Total)

Gilberto Gil usou o Twitter para contar a história por trás da música “Sandra”, composição que cita personagens reais dos dias em que o cantor baiano foi internado em Florianópolis por uma prisão por porte de maconha. 

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Numa thread publicada na última sexta-feira (21), o cantor relembrou diálogos com as mulheres que o atenderam durante o internamento determinado pela Justiça. Em 1976, o cantor foi internado por portar 750 miligramas de maconha. 

“Todas as meninas mencionadas em ‘Sandra’ foram personagens daqueles dias que eu vivi entre Curitiba e Florianópolis. Maria Aparecida, Maria Sebastiana e Maria de Lourdes me atenderam no hospício durante o internamento imposto pela Justiça enquanto eu aguardava o julgamento”, escreveu na rede social. 

Confira os tuítes de Gil

As Marias citadas são três funcionárias do internato. Assim como elas, Carmensita, Lair e Salete. Na postagem, Gil relembrou diálogos que teve com as mulheres. Ele também citou Andréia, moça que conheceu em Curitiba, antes de vir para a turnê na Capital. 

“A de Lourdes me falava a toda hora: ‘Você vai fazer uma música pra mim, não vai?’ ‘Vou’. Carmensita: essa – foi interessantíssimo -, logo que eu cheguei, ela veio e me disse, baixinho: ‘Seja bem-vindo’. Lair era uma menina de fora, uma fã que foi lá me visitar”, escreveu.

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Ele relembrou ainda Dulcina, que enquanto do músico na Casa de Saúde São Sebastião, em Florianópolis, lhe deu um beijo na boca. 

“E Dulcina, que era a mais calada, a mais recatada de todas na clínica, a mais mansa – era como uma freira –, foi a única que um dia veio e me deu um beijo na boca”, completou. 

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Manezinha também foi homenageada na canção

A manezinha Ana Bessa também foi homenageada na canção de Gil. Em entrevista ao NSC Total, ela contou que visitou o músico no período em que ele esteve internado. O músico se refere a ela como “cigana da Ilha”.

“Cíntia, porque, embora choque, rosa é cor bonita
E Ana, porque parece uma cigana da ilha
Dulcina, porque
É santa, é uma santa e me beijou na boca”, diz a letra.

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