A ansiedade para ouvir o resultado deu lugar à incredulidade quando Maria Eduarda de Castilhos Costa escutou o próprio nome ser anunciado como a segunda princesa da Oktoberfest Blumenau 2027. Aos 25 anos, ela estava prestes a viver uma experiência que mudaria a forma como acompanha a festa que conhece desde a infância. Na plateia, os pais e os amigos acompanhavam cada segundo, torcendo e tentando transmitir energia à candidata.
Quando o resultado saiu, a emoção tomou conta. Por alguns instantes, ela ainda se perguntava se era mesmo o nome dela que havia sido chamado.
A conquista veio depois de semanas de preparação, com ensaios de coreografia e passarela, além de exercícios de oratória. Acostumada aos desfiles desde a infância, a princesa precisou se dedicar especialmente à parte que mais a preocupava: falar e discursar em público. Mal acreditava quem a via ponderada, calma, contando a própria história com um sorriso, gestos leves e um brilho nos olhos.
“A gente teve três encontros com a professora de oratória e depois, em casa, todo dia praticando vários temas para treinar na frente da família, na frente do espelho”, relata sobre os ensaios.
O resultado representou mais do que a realização de um desejo antigo, como conta Maria Eduarda. Nascida e criada no bairro Água Verde, em Blumenau, a jovem construiu uma relação com a Oktoberfest que atravessa diferentes fases da vida. Primeiro, como criança que acompanhava os pais pelos pavilhões. Depois, como trabalhadora durante a festa. Agora, como integrante da realeza que terá a missão de representar a cidade e uma de suas principais celebrações.
Confira o momento de coroação
Um sonho que encontrou o momento certo
A vontade de fazer parte da realeza já existia, mas, por muito tempo, ficou somente como um desejo distante. A decisão de participar da seleção veio em um período de mudanças profissionais. Depois de trabalhar por quase cinco anos como estilista em uma empresa, a jovem decidiu abrir a própria marca de roupas. Com o início do negócio, percebeu que teria condições de conciliar a nova responsabilidade com a preparação para o concurso.
A paixão pela moda começou aos 10 anos, quando a mãe, Edna, a matriculou em um curso de passarela para melhorar a postura da filha, que era muito alta para a idade. A tentativa de corrigir a postura acabou se tornando uma escolha profissional. Durante a adolescência, trabalhou como modelo e participou de desfiles. Depois, cursou Moda e passou a planejar o próprio negócio.
“Desde que eu comecei a faculdade, falei: eu quero ter a minha marca. Acho que é muito legal a gente criar, mas criar para nós é muito melhor, é muito mais gratificante”, afirma.
Uma vida ligada à Oktoberfest
A estilista e empresária cresceu frequentando a Oktoberfest com a família. O pai, Adilson, trabalha com cervejarias e mantém uma ligação profissional com a festa. Aos 18 anos, ela também começou a trabalhar ao lado dos pais, conhecendo os bastidores da celebração. As lembranças mudaram ao longo dos anos, dos passeios com os pais aos encontros com amigos e, mais tarde, à rotina de trabalho. Agora, o título de segunda princesa acrescenta uma nova experiência à trajetória.
“É difícil escolher uma memória, porque todo ano a gente cria uma memória diferente”, reflete.
Agora, a participação na realeza acrescenta um novo capítulo a essa história. A princesa considera que a conquista deve permanecer entre as lembranças mais importantes de sua trajetória com a Oktoberfest, justamente por reunir o vínculo familiar, a cidade onde cresceu e a oportunidade de representar a cultura local.
Para ela, também está entre os momentos mais marcantes deste ano o desfile pela Cucawagen, na Rua XV de Novembro. Para Maria Eduarda, acompanhar a reação do público ajuda a compreender a dimensão da festa.
“Tu vê as pessoas na Rua XV gritando, animadas, cantando, dançando junto com você. Acho que é uma experiência que eu recomendaria para todo mundo”, explica.
O sonho de conhecer a Alemanha
Viajar também faz parte das experiências e amores de Maria Eduarda. Uma das viagens internacionais mais especiais foi para Toronto, no Canadá, onde visitou o namorado durante um intercâmbio. Na época, os dois estavam em um relacionamento à distância havia cerca de dois anos.
A visita durou quase um mês, período em que aproveitaram para conhecer a cidade e passear juntos. No retorno, viajaram de volta ao Brasil juntos, o que tornou a experiência ainda mais especial. Ela também já esteve nos Estados Unidos com a família, em uma viagem à Disney, e fez cruzeiros com destinos na Argentina e no Uruguai.
Agora, entre as expectativas relacionadas ao título de segunda princesa, conhecer a Alemanha ocupa um lugar especial. Durante a preparação para a seleção, as candidatas estudaram a história da Oktoberfest de Munique, considerada a referência histórica da festa de Blumenau. Para ela, a possibilidade de conhecer de perto o lugar que inspirou a celebração local seria uma oportunidade de aprofundar o conhecimento sobre a cultura que passará a representar.
Uma nova maneira de viver a festa
A agenda da realeza começou logo no dia seguinte à escolha, com entrevistas, visitas e compromissos. Mesmo após dormir poucas horas, Maria Eduarda sorria de orelha a orelha enquanto descrevia o início da experiência como gratificante.
“Tá sendo uma experiência mágica. As pessoas vêm com muito carinho, e poder representar não só a nossa cultura, mas a nossa história também com a festa é muito gratificante”, expressa.
Como segunda princesa da Oktoberfest Blumenau 2027, a jovem começa uma etapa em que a paixão pela moda, a experiência profissional e as lembranças familiares passam a dividir espaço com o compromisso de representar a festa. Depois de acompanhar a celebração como visitante e trabalhar nos pavilhões, ela agora terá a oportunidade de vivê-la sob uma nova perspectiva que poucas têm a honra.
“É mais um jeito diferente de viver a festa. A gente curte como visitante, como local, como trabalhador. Agora, representando a festa como realeza”, resume.
Para quem cresceu frequentando a Oktoberfest com a família, o título permite retribuir, de outra forma, o vínculo construído ao longo dos anos com a festa e com Blumenau.























































