“Olimpíada” da Oktoberfest põe turista e blumenauense frente a frente em disputa

Quem levou a melhor? Do disputado tiro ao alvo ao bolão de mesa, jogos divertem o público no Setor 1 do Parque Vila Germânica

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Turista e blumenauense toparam compartir para ver quem levava a melhor (Foto: Patrick Rodrigues, NSC)

Concentração, mira, estratégia e, claro, um pouco de sorte. Essas são algumas das habilidades necessárias para se dar bem nos jogos dos clubes de caça e tiro. E em tempos de Oktoberfest, já se perguntou quem levaria a melhor em uma disputa? Um blumenauense ou um turista? Eduardo Martins, de 28 anos, é nascido e criado aqui, já o Eduardo Bonato, 44, é de São Paulo, mas tem verdadeira paixão pela festa. Além do nome em comum, os dois também toparam participar de duelo tipicamente germânico a convite do NSC Total Blumenau.

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A disputa começou pela prova mais procurada no espaço dos clubes de caça e tiro, no Setor 1 do Parque Vila Germânica: o tiro ao alvo. A cada edição da Oktoberfest Blumenau, cerca de 5 mil tiros são disparados no estande — com balas de “chumbinho”, claro. O espaço tem 10 baias, mas ainda assim faz filas de interessados. Alguns bons de mira, outros nem tanto. O Eduardo blumenauense, por exemplo, não conseguiu acertar o alvo uma vez sequer durante o desafio.

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Já o xará praticamente não errou um tiro.

E como ganha mais ponto quem acerta mais perto do centro do alvo, o paulista saiu na frente.

— Toda vez que venha na festa, trago todos meus amigos e a família para tirar, e normalmente me dou bem — confessa Eduardo Bonato.

Superada primeira prova, foi o momento dos Eduardos se aventurarem no pássaro alvo. Aqui a disputa foi mais acirrada, viu? O blumenauense tinha como vantagem o fato de o adversário nunca ter praticado a prova, que tem lógica é semelhante ao tiro ao alvo: o participante arremessa um pássaro de madeira, preso por um pêndulo, na tentativa de acertar o alvo. Quanto mais perto, mais pontos. Cada um pôde jogar cinco vezes.

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O Eduardo de Blumenau se mostrou mais confiante já na largada, sem precisa de muitas orientações sobre como jogar. O concorrente, porém, aproveitou a espera para avaliar as técnicas do adversário. O paulista até se posicionou certo no local marcado no chão e tentou não impulsionar o pássaro, apenas soltá-lo, como recomendação os “jogadores raiz”, mas não deu certo o suficiente e ele acabou perdendo.

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Tristeza? Que nada, deu contornos ainda mais desafiadores para a penúltima etapa da disputa.

— É tudo competição saudável, para a família — diz a diretora Social da Associação dos Clubes de Caça e Tiro, Jane Maba.

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A terceira prova da disputa entre turista e blumenauense: a prova da bagatela. Não, não estamos falando de preços baixos, como pode parecer. É um jogo típico germânico — inclusive a peça é originária da Alemanha — e não precisa de técnica. Sorte é o suficiente.

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E antes de contar quem levou a melhor nessa, é preciso explicar que a bagatela é uma mesa de madeira com pregos. Pequenos buracos na tábua permitem que a bolinha arremessada por um propulsor caia dentro deles e o jogador some pontos. Algo muito parecido com o pinball do fliperama, sabe? O catarinense não foi mal, mas o paulista se saiu melhor. Isso mesmo com as duas primeiras jogadas sem conseguir pontuar e brincando com o pessoal da organização durante uma orientação:

— Calma, estou conhecendo a máquina.

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A última prova da competição é o Tischkegel e deveria sair com vários pontos na frente quem conseguisse pronunciar a palavra. Mas como estamos no Brasil, o nome é bolão de mesa. Nesse, aliás, nenhum dos dois Eduardos havia se aventurado ainda na vida, garantem. Nem mesmo o nascido em Blumenau que tem, entre os amigos, um integrante dos clubes de caça e tiro — dá para acreditar?

O segredo desta prova está na força e no ângulo. Explicamos: o jogador precisa arremessar a bola com o auxílio de um taco de madeira de cabeça quadrada que, após um trajeto em curva, derruba os pinos em cima da mesa. São nove os pinos em pontos marcados sobre a mesa e ganha quem derrubar mais. Os competidores da noite não foram perfeitos, mas ficaram com pontuações bem próximas.

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Se o vencedor da “olímpiada germânica” fosse definido por pontuação, o paulista teria levado o título para casa. Agora, se a regra fosse quem conquistasse mais “ouros”, ai seria um empate.

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— Queria ter representado melhor Blumenau, mas estava meio descalibrado — brinca o representante da casa.

OK, uma competição não é suficiente para dizer quem costuma levar a melhor nos jogos dos clubes de caça e tiro, então perguntamos para quem realmente entende disso. Jane Maba, diretora Social da Associação dos Clubes de Caça e Tiro, diz que costuma ser meio a meio, mas com uma inclinação para os catarinenses. Mais do que diversão, a presença das atividades germânicas na Oktoberfest Blumenau é uma forma de perpetuar a tradição e atrair novos adeptos.

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A prova de tiro é permitida para maiores de 12 anos. As outras são livres para todas as idades. Os valores arrecadados com as competições são divididos entre os clubes ao fim da festa.

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