Pescar sem pecar? Músico de SC organiza expedição no Pantanal e leva até padre para “vigiar” viagem sem esposas

"Gaita e Pesca" levou grandes acordeonistas do país para uma aventura só de homens no Mato Grosso do Sul

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Padre rezou uma missão no barco (Foto: Arquivo Pessoal)

A ideia era simples e divertida: promover um festival de acordeon em uma chalana pelo Rio Paraguai, no coração do pantanal, no Mato Grosso do Sul, unindo música e pescaria. Com mais de 50 homens juntos, um dos convidados praticamente ganhou a missão de evitar qualquer tipo de estresse conjugal por conta da viagem sem as esposas. O grupo liderado pelo músico Bruno Moritz, de Santa Catarina, levou o padre Alvino Milani, de Brusque, de 86 anos, para abençoar e acompanhar toda a aventura.

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Bruno, renomado compositor, arranjador e acordeonista, que mora em Brusque, conta que há cerca de quatro anos foi contratado para ser um dos músicos em uma pescaria do Celso Portiolli. Ao ver todos aqueles enormes barcos, teve a ideia de promover o próprio evento e, junto com um primo, criou o festival de acordeon batizado de “Gaita e Pesca”.

A principal regra é que apenas amigos ou conhecidos são convidados, dividindo as despesas, como a contratação de músicos. A primeira edição ocorreu no ano passado com 35 pessoas e foi sucesso. Nesta, 53 participantes, entre eles artistas como Edson Dutra, Renato Borghetti, Carlos Magrão, Rodrigo Erbs e Paulo Merísio, lotaram uma chalana e passaram quatro noites nas águas, dividindo o tempo entre pescaria, comilanças, bebidas e, claro, muita música.

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“No final o padre rezou uma missa muito bonita, que fez gente chorar”, comenta Bruno.

A tripulação foi formada apenas por homens e, com o padre entre os integrantes, não houve margem para grandes pecados — exceto o da gula. Os peixes pescados pelos viajantes viraram pratos consumidos durante o passeio e boa comida não faltou. Além de colegas de Santa Catarina, completaram a “excursão” gaúchos, paranaenses e alguns do Mato Grosso.

Para levar os acordeões e outros equipamentos, Bruno e outros participantes viajaram mais de 1.500 quilômetros no começo deste mês, em um trajeto de mais de um dia. Para o ano que vem, a terceira edição será em Corrientes, na Argentina.

“Para participar tem só que gostar de bom trago, cerveja e gaita”, resume o catarinense.

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