O Miss Universo 2025 terminou com grandes polêmicas. Entre as mais recentes está a prisão decretada contra uma das coproprietárias do concurso e a renúncia de candidatas que contestam a conduta da organização.
A Justiça da Tailândia determinou a prisão da empresária Jakapong Jakrajutatip, executiva do grupo JKN Global e coproprietária do Miss Universo. De acordo com informações fornecidas por um funcionário da Justiça local, nesta quarta-feira (26), ela é acusada de envolvimento em uma fraude estimada em quase 30 milhões de bahts tailandeses, valor que corresponde a cerca de R$ 5 milhões.
A denúncia partiu de um cirurgião plástico que afirma ter sido convencido, em 2023, a investir na empresa sem acesso a informações completas sobre a real situação financeira da companhia.
Candidatas renunciam aos títulos após edição polêmica
Além da ordem de prisão, o concurso enfrenta uma renúncia de participantes após o final da competição. A costa-marfinense Olivia Yacé, que ficou entre as cinco primeiras colocadas, anunciou na segunda-feira (24) que está deixando o Miss Universo 2025 e também abriu mão do título de rainha continental da África e Oceania. Na justificativa, afirmou que a decisão está ligada ao compromisso com os seus princípios e valores.
A Miss Estônia, Brigitta Schaback, também revelou no domingo (23) que decidiu deixar o Miss Universo Estônia por discordar da conduta da diretoria nacional.
Segundo ela, o senso de propósito está ligado ao empoderamento feminino e, por isso, continuará atuando de forma independente. Brigitta já havia indicado incômodo durante as fases preliminares ao afirmar que enfrentou perguntas inadequadas para o perfil do concurso.
A repercussão se ampliou com manifestações de organizações nacionais que pedem esclarecimentos sobre a votação. A direção do Miss France, um dos concursos mais tradicionais do mundo, afirmou que pode desistir da participação em 2026 se não houver respostas claras.
Em comunicado, os organizadores justificaram a pressão destacando que, por representarem marcas e pagarem taxas ao Miss Universo, esperam transparência.
Vencedora do Miss Universo foi insultada por executivo
A edição deste ano foi vencida pela mexicana Fatima Bosch, coroada na sexta-feira (21), na Tailândia. A vitória ocorreu após um episódio envolvendo Bosch e um dos responsáveis pela realização do evento, o executivo tailandês Nawat Itsaragrisil.
No início de novembro, ela foi insultada por ele, o que gerou repercussão nas redes sociais e chegou até a presidente do México, Claudia Sheinbaum.
A própria Bosch relatou o caso e disse que “o que o diretor fez foi desrespeitoso: ele me chamou de estúpida”. Ela afirmou que decidiu se manifestar porque “o mundo precisa ver isso porque somos mulheres empoderadas e esta é uma plataforma para a nossa voz”.
O Miss Universo divulgou uma nota condenando a postura de Nawat, e a conquista da mexicana passou a ser vista como uma resposta ao episódio.
*As informações são do g1 e O Globo.
