Sempre ao seu Lado: filme é baseado em história real do cão que passou 10 anos esperando pelo dono antes de morrer

Filme estrelado por Richard Gere é inspirado na história de Hachiko, cachorro que continuou indo à estação de trem de Shibuya mesmo após a morte do tutor

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Sempre ao seu Lado filme é baseado em história real do cão que passou 10 anos esperando pelo dono antes de morrer

Filme Sempre ao Seu Lado, estrelado por Richard Gere, é inspirado na história real de Hachiko. (Foto: Divulgação)

Quem assistir a Sempre ao Seu Lado na Sessão da Tarde desta terça-feira (6) vai conhecer uma das histórias mais emocionantes do cinema envolvendo a amizade entre um homem e seu cachorro. O que poucos sabem é que o drama estrelado por Richard Gere, lançado em 2009, foi inspirado em uma história real que aconteceu no Japão.

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Na trama, o professor universitário Parker Wilson adota um filhote da raça akita e rapidamente cria um forte vínculo com o animal. Hachi passa a acompanhá-lo até a estação de trem e desenvolve o hábito de esperá-lo no local até o fim do expediente, quando os dois voltam juntos para casa.

A rotina, porém, muda depois que Parker morre. Mesmo sem compreender o que havia acontecido com o tutor, Hachi continua retornando à estação todos os dias, na esperança de encontrá-lo novamente.

A história real de Hachiko

Na vida real, a história aconteceu com o professor de agricultura Hidesaburo Ueno e seu cachorro Hachiko. O cão nasceu em novembro de 1923, na cidade de Odate, na província de Akita, no Japão, região que deu nome à raça.

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Em janeiro de 1924, Hachiko passou a viver com Ueno em Tóquio. O filhote chegou à nova casa debilitado e recebeu cuidados do professor e de sua esposa, Yae, até se recuperar.

Originalmente, o cachorro recebeu o nome de Hachi, que significa “oito” em japonês. O sufixo “ko” foi acrescentado posteriormente e acabou dando origem ao nome pelo qual ele ficou conhecido mundialmente: Hachiko.

Depois de se adaptar à nova rotina, Hachiko passou a acompanhar Ueno até a estação de Shibuya, onde o professor pegava o trem para trabalhar. O cachorro também costumava esperar pelo retorno do tutor para que os dois voltassem juntos para casa.

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O dia que mudou a vida do cachorro

A rotina dos dois terminou em 21 de maio de 1925. Naquele dia, Hidesaburo Ueno morreu após sofrer uma hemorragia cerebral enquanto estava na Universidade de Tóquio. Hachiko tinha cerca de 16 meses.

Depois da morte do professor, o cachorro passou por alguns lares até ficar sob os cuidados de Kikusaburo Kobayashi, antigo jardineiro da família. Mesmo com a mudança, Hachiko continuou retornando à estação de Shibuya.

Durante anos, ele apareceu no local diariamente, geralmente no horário em que esperava pelo retorno de Ueno. A presença constante do animal chamou a atenção de passageiros e moradores, que passaram a alimentá-lo e cuidar dele.

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A história ganhou ainda mais repercussão em 1932, quando o jornal japonês Tokyo Asahi Shimbun publicou uma reportagem sobre o cachorro. A partir daí, Hachiko se tornou conhecido em outras partes do Japão e, posteriormente, em diferentes países.

Cachorro ganhou estátua antes de morrer

A lealdade de Hachiko transformou o cachorro em um símbolo no Japão. Poemas e textos foram produzidos em sua homenagem e, em 1934, uma estátua de bronze foi inaugurada na estação de Shibuya.

Hachiko esteve presente na cerimônia de inauguração da primeira estátua. O monumento se tornou um dos pontos mais conhecidos da região e, posteriormente, foi substituído durante a Segunda Guerra Mundial. Uma nova estátua foi instalada em 1948 e permanece no local.

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O cachorro continuou indo à estação até os últimos anos de sua vida. Em 8 de março de 1935, Hachiko morreu aos 11 anos, encerrando uma espera que havia começado quase uma década antes.

Seu corpo foi preservado e enterrado ao lado do tutor, no cemitério de Aoyama, em Tóquio. Todos os anos, cerimônias são realizadas em homenagem ao animal, mantendo viva a história que inspirou livros, estátuas e diferentes adaptações cinematográficas.

Além de Sempre ao Seu Lado, a trajetória de Hachiko também ganhou outras versões no cinema e na televisão. A história do cachorro que continuou retornando à estação após a morte do tutor se tornou, décadas depois, um dos maiores símbolos de lealdade entre animais e seres humanos.