Vanessa da Mata abre o coração antes de show gratuito em Florianópolis: “São várias mulheres dentro de uma mesma mulher”

Cantora encerra o Vivo Música neste domingo (18), na Beira-Mar Continental, com Dandara Manoela, Dazaranha e Camerata Florianópolis na programação

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Cantora define o álbum “Todas Elas” como uma matriosca: “São várias mulheres dentro de uma mesma mulher” (Foto: Divulgação)

Vanessa da Mata chega a Florianópolis neste domingo (18) para um show gratuito e ao ar livre no Parque Beira-Mar Continental. A apresentação, marcada para as 16h, faz parte do Vivo Música, projeto que une a música popular e a erudita em grandes concertos pelo país.

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No palco, a cantora mistura sucessos que marcaram a carreira, como “Não me deixe só”, “Ainda bem”, “Ai, Ai, Ai” e “Boa Sorte/Good Luck”, com faixas do álbum mais recente, “Todas Elas”, que dá nome à turnê. Na versão de rua, o repertório ganha ainda canções de nomes como Luiz Gonzaga, Djavan, Belchior e Dona Ivone Lara.

Antes do show, Vanessa da Mata conversou com o NSC Total e falou sobre as mulheres que inspiram o novo trabalho, a importância de dividir o palco com artistas catarinenses e as lembranças que guarda do público do Sul. Leia a entrevista completa abaixo.

O show é gratuito e ao ar livre, num domingo à tarde na Beira-Mar Continental. Muda algo na preparação quando se faz um show para um público que pode ser muito diverso?

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Eu acho muito bonito quando a música consegue chegar a públicos tão diferentes. Um show gratuito, ao ar livre, proporciona esse encontro de pessoas de várias gerações, com histórias e vivências distintas. E a música tem essa capacidade de aproximar as pessoas, de criar uma conexão que vai além das diferenças.

Quando me apresento na rua, gosto também de trazer para o repertório compositores e cantores populares que amo e que representam muito da identidade do nosso povo, como Luiz Gonzaga, Djavan, Belchior, Pepeu Gomes, Dona Ivone Lara, Odair José, entre outros. É essa a proposta do Todas Elas na Rua, que amplia o repertório do espetáculo de teatro, cuja estrutura é formada pelas minhas composições e pelo meu trabalho autoral.

A preparação tem sempre o mesmo cuidado e dedicação, mas existe algo muito especial nessa possibilidade de reunir tanta gente em torno da música e celebrar também a riqueza da nossa cultura popular.

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A turnê “Todas Elas na Rua” leva o nome do seu álbum mais recente. Quem são essas “elas” do título, e o que esse disco revela sobre a Vanessa de hoje?

São várias mulheres dentro de uma mesma mulher. Mulheres que compõem a minha pessoa, as minhas facetas, os meus momentos. Eu costumo comparar esse disco a uma matriosca, aquela bonequinha russa que você vai abrindo e encontrando outras dentro dela. São muitas versões de mim, mas também histórias de outras mulheres, situações que observo e que me permito transformar em canções.

É um álbum que fala sobre a vida, a mulher, o amor, mas que também traz questões sociais importantes, que precisam ser discutidas. Foi um processo criativo muito intenso, uma necessidade de criação mesmo. É um trabalho que reúne muito do que sou como artista, dessa minha inquietação, dessa vontade de experimentar diferentes sonoridades e continuar me descobrindo através da música.

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A programação em Florianópolis tem Camerata, Dandara Manoela e Dazaranha, nomes fortes da cena catarinense. Você já os conhecia? Que importância vê em dividir o palco com artistas locais?

É essencial a colaboração de artistas locais. Assim como eu posso chamar um público que ainda não os conhece para conhecê-los, eles também renovam e fazem os assuntos locais, suas crônicas atuais, existirem e movimentam seu mercado.

A cada dia surgem novos artistas e ninguém consegue acompanhar tudo, mas vou conhecendo quando posso e gosto muito. Tenho verdadeiro prazer em conhecer novos, assim como eu já fui. Sempre tento, quando tenho tempo, observar e ouvir os artistas que surgem e passam por perto. Isso é maravilhoso para todos, inclusive. Público e artistas. Não pensem que não tem pessoas novas e boas surgindo, em qualquer área. Sempre tem.

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Qual é a sua relação com Florianópolis e com o público do Sul? Tem alguma lembrança marcante de shows por aqui?

Já fiz várias turnês no Sul. Convivo com amigas de infância gaúchas desde a primeira infância. Minhas professoras baianas e da fronteira do Rio Grande sempre estiveram comigo. Aliás, acabo de perder uma das minhas primeiras professoras, que eu amava e era gaúcha, Eliria.

O agronegócio no Mato Grosso é comandado por gaúchos, apesar de ter sua mão de obra do Nordeste.

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Me lembro de um dos primeiros shows que ficam na memória, cujo diretor era Nelsinho Motta. Era maravilhoso e me lembro de ter sido abraçada pelo público de Curitiba. Foi memorável. Guardo em meu coração.

Além dos grandes sucessos da sua carreira, o que o público pode esperar do show?

É um espetáculo que reúne músicas do álbum Todas Elas e canções que marcaram diferentes momentos da minha trajetória. Tem a direção do Jorge Farjalla, que é um artista muito criativo, com quem já desenvolvi outros trabalhos. O repertório traz essa diversidade que sempre esteve presente na minha música, com canções mais intimistas, outras alegres, dançantes, que dialogam com diferentes públicos.

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Eu gosto dessa mistura, dessa possibilidade de despertar sentimentos diferentes ao longo de uma apresentação. Quero que as pessoas cantem, dancem, se emocionem e aproveitem esse encontro.

Quem mais se apresenta no Vivo Música em Florianópolis

A tarde começa com Dandara Manoela, cantora e compositora radicada em Florianópolis que transita entre a MPB e o samba. No show “Oratório”, ela apresenta canções compostas ao longo de uma década de carreira. Cofundadora do Bloco Cores de Aidê, ela venceu o Prêmio da Música Catarinense de Melhor Álbum com “Retrato Falado” (2018).

Na sequência, o Dazaranha, uma das bandas mais longevas de Santa Catarina, leva ao palco sua mistura de rock, reggae e cultura catarinense em um encontro com a Camerata Florianópolis, orquestra fundada e regida pelo maestro Jeferson Della Rocca. A parceria entre os dois grupos já rendeu projetos de grande repercussão.

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Vanessa da Mata fecha a programação. Com oito álbuns lançados, ela venceu o Grammy Latino de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa em 2008, com “Sim”.

Acessibilidade e transmissão ao vivo

O evento terá área reservada e sinalizada para pessoas com deficiência e acompanhantes, banheiros acessíveis, interpretação em Libras e audiodescrição. Quem não puder ir à Beira-Mar Continental pode acompanhar o show ao vivo pelo YouTube e pelo Instagram do Vivo Música (@vivomusicabr).

O show também tem certificação ambiental, com cálculo e compensação das emissões de carbono geradas na montagem, realização, desmontagem e deslocamento de equipe e público, além de gestão de resíduos.

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Serviço

O quê: Vivo Música em Florianópolis com Vanessa da Mata
Abertura: Dandara Manoela
Participação especial: Dazaranha e Camerata Florianópolis
Quando: domingo, 18 de outubro, às 16h
Onde: Parque Beira-Mar Continental (Av. Cláudio A. Barbosa, 24, Balneário, Florianópolis)
Quanto: gratuito, sujeito à lotação
Classificação: livre
Transmissão: youtube.com/@vivomusicabr e instagram.com/vivomusicabr