Viih Tube e Eliezer postam vídeo contra exploração após acordo de R$ 350 mil com o MPT

Publicação cumpre cláusula de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o órgão trabalhista

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Conteúdo educativo é o primeiro de três vídeos previstos em acordo judicial (Foto: Redes Sociais, Reprodução)

Os ex-BBBs e influenciadores Viih Tube e Eliezer publicaram o primeiro vídeo de conscientização exigido pelo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado com o Ministério Público do Trabalho (MPT). A publicação aborda o combate à exploração do trabalho doméstico e ao trabalho em condições análogas à de escravidão.

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O casal destaca a frase “Ela era praticamente da família” para alertar sobre como a falsa proximidade afetiva é frequentemente utilizada para justificar a ausência de salário, de férias ou de jornadas de trabalho dignas. O vídeo questiona se algum empregador submeteria um familiar real a tais condições e orienta o público a denunciar casos de abuso ao MPT.

Como funcionava o reality de Viih Tube e Eliezer

“‘Ela era praticamente da família’. Essa é a frase mais usada por quem explora trabalhadoras domésticas por décadas para justificar a ausência de salário, férias ou uma jornada de trabalho digna. Mas, será mesmo que algum desses empregadores exploraria em condições análogas a de escravidão alguém de sua própria família?”, diz a legenda do video.

A publicação ganhou apoio dos seguidores, que elogiaram o casal e o MPT. “O bonito é ver que estão cumprindo o que a lei determinou, mas em nenhum momento se vestiram de maneira infantilizada ou de moletom, ne! Parabéns pela elegância”, disse uma seguidora. “A Justiça mostrando que internet não é terra sem lei. Erraram e estão cumprindo com o acordo e trazendo informações importantes”, comentou outra.

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Viih Tube e Eliezer em conscientização contra exploração dos trabalhodores

O acordo e as penalidades

O compromisso de veicular campanhas educativas integra o acordo judicial no valor de R$ 350 mil por dano moral coletivo, feito para encerrar as investigações sobre o reality show As Patroas. A produção, gravada na residência do casal com 11 funcionários domésticos, gerou críticas ao expor colaboradores a dinâmicas que incluíam a busca de moedas dentro de vasos sanitários e lixeiros.

Além do vídeo publicado, o TAC estabeleceu que o casal precisava fazer a retirada definitiva de todo o material considerado humilhante ou vexatório das redes sociais e pagar uma indenização de R$ 350 mil, valor que não será pago diretamente aos empregados, mas sim revertido para o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) para financiar projetos de interesse público.

Caso o casal violasse as cláusulas foi fixada uma multa de R$ 50 mil por infração, acrescida de R$ 5 mil por trabalhador afetado. Além disso, o casal se comprometeu a não produzir nem divulgar novos vídeos que exponham trabalhadores a situações humilhantes, mesmo que haja consentimento prévio dos participantes.