Wagner Moura, indicado ao Oscar por O Agente Secreto, disse: “Você fica agarrado em uma coisa só. É pouco”

Ator relembrou os desafios da rotina nas novelas e explicou por que está afastado do formato há quase duas décadas

Compartilhe:
Wagner Moura, indicado ao Oscar por O Agente Secreto, disse: "Você fica agarrado em uma coisa só. É pouco"

Wagner Moura explicou por que não faz novelas desde Paraíso Tropical (Foto: Márcio de Souza, TV Globo)

Longe das novelas desde Paraíso Tropical (2007), Wagner Moura explicou por que não voltou ao gênero. Em entrevista ao Conversa com Bial, o ator afirmou que a rotina intensa das produções exige um compromisso de longo prazo, o que acaba limitando a participação em outros trabalhos.

Continua após a publicidade

Apesar do afastamento, Moura fez questão de destacar a importância das novelas para a cultura brasileira e afirmou que a experiência foi fundamental para sua carreira internacional.

“A novela me preparou”, disse o ator. Segundo ele, a dinâmica acelerada das gravações no Brasil o ajudou a lidar com a rotina de produções em Hollywood.

“Porque você precisa chegar e já gravar, e isso me deu um sentido de sobrevivência. Agora, com esse momento frenético, onde eu preciso chegar ao set, muitas vezes sem saber as minhas falas, preciso disso”, explicou.

Continua após a publicidade

O principal motivo para não retornar ao formato, no entanto, é o tempo de dedicação exigido pelas produções.

Veja as novelas de Wagner Moura na Globo

“Fazer uma novela é um compromisso muito longo. É um ano inteiro que você fica agarrado em uma coisa só. É pouco”, afirmou, destacando que esse período dificulta a participação em filmes e espetáculos teatrais.

Durante a conversa com Pedro Bial, Wagner Moura também refletiu sobre temas como democracia, capitalismo e tolerância, assuntos que dialogam com a peça Um Julgamento, da qual é protagonista.

Continua após a publicidade

O ator ainda comentou o desgaste provocado pelos ataques que recebe por causa de seu posicionamento político e afirmou que gostaria de ampliar o diálogo com pessoas que pensam de forma diferente.

“No final, o que importa é o amor. É um clichê, mas é verdade. É o afeto, é o que a gente sente pelas pessoas que estão próximas da gente. E, se tiver empatia suficiente, pelos outros também, inclusive os que pensam diferente da gente”, declarou. “Estou cansado de ser odiado por uma galera. É cansativo.”

*Sob supervisão de Pablo Brito