Entenda a importância da vacinação no controle de doenças e na evolução para quadros graves

Santa Catarina não atinge o número ideal de imunização de algumas doenças

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Índices insatisfatórios colocam o país em risco para o retorno de enfermidades já eliminadas (Foto: Divulgação)

O Brasil registra índices insatisfatórios de imunização há pelo menos dez anos – é o que mostram dados do DATASUS, plataforma do Ministério da Saúde. De acordo com os levantamentos, o índice mais baixo de vacinação desde 2012 foi registrado em 2016: 50,4%. Em 2021, a porcentagem foi de 60,7%. Mesmo com o aumento, o número ainda fica longe da taxa ideal que varia entre 90% e 95%. Com índices insuficientes de imunização, a população fica mais vulnerável a doenças infecciosas, inclusive aquelas que já foram eliminadas, e podem apresentar quadros graves, sequelas e até a morte.

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A Dra. Myrna Campagnoli, diretora médica do Santa Luzia – unidade de medicina diagnóstica da Dasa – maior rede de saúde integrada do Brasil – alerta que a baixa cobertura vacinal no país na última década já tem gerado consequências. O aumento nos casos de doenças já controladas é uma delas. É o caso da meningite meningocócica, por exemplo. Segundo levantamento das secretarias estaduais da Saúde, três estados brasileiros estão em surto da doença no momento, com aumentos expressivos nos casos de 2021 até setembro deste ano. São eles Bahia (118,5%), Espírito Santo (103,6%) e Rio de Janeiro (55,5%). A situação nacional também preocupa: o Brasil tem uma média mensal de 78 óbitos por mês pela doença atualmente, segundo o Ministério da Saúde. Em 2021, a média mensal era de 66. Consequentemente, o número de mortes por ano também aumentou: em 2020 foram registradas 442 mortes; em 2021, 793; e em 2022, até o momento, foram registradas 702 mortes.

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Vacinação em Santa Catarina

Em Santa Catarina, a cobertura vacinal contra o meningococo foi a pior em 2021, de acordo com a Diretoria de Vigilância Sanitária do estado, com 81% do público-alvo vacinado. Os números baixos acendem o alerta para o aumento nos casos da doença, que já tem sido observado: somente em 2022, 11 cidades de Santa Catarina registraram óbitos por meningite. Até junho deste ano, o estado contava com 155 casos da doença. Em 2021 foram contabilizados 356 casos e 51 mortes.

— E não é somente a meningite que preocupa. Vários estados prorrogaram as campanhas de vacinação contra a poliomielite recentemente porque não chegamos nem perto da cobertura vacinal indicada, de 95% do público-alvo”, explica a médica. Em Santa Catarina, por exemplo, a cobertura alcançou 73,05% do público. “Diante desta realidade, é importante frisar que se não houver uma cobertura vacinal acima de 95% na população, de uma forma geral, não é possível controlar as doenças que as doses protegem, o que pode contribuir para o retorno de algumas, como a própria pólio, o sarampo, entre outras — esclarece a especialista.

A importância de manter a carteirinha de vacinação em dia

A vacinação é de extrema importância para a prevenção de doenças e suas possíveis complicações na população. — A pessoa quando não é vacinada, se torna mais vulnerável a se contaminar e a ter quadros graves de doenças que costumam ter um tratamento simples, como a gripe, por exemplo, porque ainda não produz anticorpos contra elas — esclarece Dra. Myrna. Para isso, existe um calendário vacinal para todas as faixas etárias e para situações especiais, como durante a gestação e viagens áreas de risco ou endêmicas. — É importante sempre acompanhar o calendário vacinal e checar se todas as doses estão em dia, de acordo com a idade e com essas situações especiais — frisa. A médica ainda tranquiliza aqueles que estão com doses atrasadas: — Não existem riscos de se fazer a dose atrasada, mesmo que a idade esteja diferente da que está indicada na carteirinha. O benefício é o mesmo e a vacina continua com o mesmo nível de proteção — reforça.

O Laboratório Santa Luzia

O Santa Luzia, além de oferecer um portfólio completo de vacinas, possui uma equipe de enfermeiros capacitados para análises das carteirinhas. — Recebemos muitas pessoas com dúvidas sobre doses atrasadas e sobre os próprios imunizantes e ficamos à disposição daqueles que precisam analisar suas cadernetas e atualizá-las — finaliza.

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O horário de atendimento é de segunda a sexta-feira, das 6h às 20h; e sábado e domingo, das 6h às 13h.

Para agendar suas vacinas nas unidades do Laboratório Santa Luzia, ou para solicitar o atendimento móvel para coleta de exames e aplicação de doses, basta entrar no site www.sluzia.com.br ou ligar para (48) 3952-4200.

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