Como a tecnologia dos drones agrícolas reaproxima jovens brasileiros do campo

Dispositivos atraem jovens ao campo e criam nova geração de operadores no país

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Flávia Steckert: Produtora Rural; Maria Gabriela: ADS; Eduarda Lizardo: Influenciadora (Foto: Divulgação/ADS DJI)

Uma nova geração de brasileiros têm voltado a olhar para a agricultura com outros olhos, principalmente devido à chegada de equipamentos inteligentes ao campo. A adoção em larga escala de drones agrícolas deu origem a uma nova profissão, a de piloto de drone agrícola, o que tem transformado operações que dependiam de trabalho manual em jornadas eficientes e atrativas para os jovens;

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O fenômeno acontece dentro de um cenário de força do agronegócio brasileiro. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o setor agropecuário cresceu 11,7% em 2025 e respondeu por um terço de todo o crescimento econômico do país no ano. A participação da agricultura no PIB atingiu 7,5%, o maior patamar desde 1996.

Já o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) registrou exportações recordes do agronegócio no período, que totalizaram US$ 169,2 bilhões, equivalentes a 48,5% de tudo o que o Brasil exportou. Essa força é sustentada por cerca de 28,4 milhões de trabalhadores, conforme levantamento da CNA Brasil em parceria com a Embrapa.

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Tecnologia que redesenha a mão de obra do campo

É no cenário de expansão da demanda e de flexibilização do trabalho a partir das novas tecnologias que o cenário no campo tem sido alterado. Desde que chegou ao mercado brasileiro em 2019, a DJI Agriculture já treinou mais de 20 mil pilotos certificados no país, com apoio de uma rede de mais de 400 pontos de assistência técnica distribuídos pelos 27 estados. A demanda por equipamentos deu um salto de mais de 30 vezes entre 2021 e 2025.

Uma pesquisa amostral da empresa, realizada em 2026, mostrou que jovens com menos de 30 anos já representam mais de 40% dos usuários, enquanto os que têm menos de 50 anos somam 85% do total. Para o diretor da DJI Agriculture no Brasil, Stefan Wang, o movimento representa que os jovens têm voltado para o interior, e levado tecnologia com eles.

— A pesquisa mostra que mais de 75% dos nossos usuários não usam o drone só na própria propriedade: eles também prestam serviço de pulverização para fazendas vizinhas. Isso mostra que os drones agrícolas estão deixando de ser uma ferramenta só para a própria produção e se tornando um novo modelo de prestação de serviço no campo. Isso dá aos jovens a chance de participar da agricultura por meio da tecnologia e de serviços, e cria espaço para crescer: para voltar para casa, abrir um negócio, gerar emprego e renda — diz o diretor.

Ainda de acordo com o diretor, a transformação também está ligada ao ganho de produtividade. O modelo mais avançado da DJI, o T100 Dual Battery, tem capacidade operacional máxima de 50 hectares por hora, o que reduz a poucas horas tarefas que antes exigiam dias de esforço físico intenso.

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— A pulverização de precisão dos drones também economiza mais água e evita amassar as plantas, o que ajuda diretamente a aumentar a produtividade. Além disso, os drones permitem operação noturna e dão aos operadores mais flexibilidade para lidar com condições climáticas extremas ou janelas de aplicação mais curtas — completa Wang.

O produtor no centro da inovação tecnológica

As mudanças ficaram evidentes durante encontro promovido pela DJI Agriculture em Itajaí, que contou com a presença de produtores rurais, especialistas e representantes do setor. O evento teve como objetivo discutir como a tecnologia tem transformado o agronegócio e se tornado um fator decisivo para manter as novas gerações no campo.

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A produtora rural Eduarda Lizardo, de 21 anos, de Moreira Sales (PR), teve o primeiro contato com drones agrícolas em 2023 e encontrou uma nova forma de trabalhar. Filha de agricultores, ela viu na tecnologia a chance de facilitar atividades que, por mais de duas décadas, foram feitas manualmente pelo pai.

 Na propriedade da família, voltada ao cultivo de mandioca, os drones passaram a ter papel importante no combate a pragas, com pulverização aérea mais ágil e precisa, que reduz o contato direto com a lavoura. Além de produtora, Eduarda também atua como influenciadora digital no agronegócio e considera a inovação um dos principais fatores para manter os jovens no campo:

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— O drone é um agente facilitador. Ele resolve muitos desafios do dia a dia no campo — afirma.

Sobre os equipamentos apresentados em Itajaí, ela avalia que a empresa tem acompanhado de perto as necessidades dos produtores. A percepção é compartilhada por Flávia Steckert, de 30 anos, produtora rural de Imbituba (SC). Filha e neta de agricultores, ela cresceu no campo e decidiu investir na qualificação profissional, por isso, formou-se em Agronomia para dar continuidade ao legado da família.

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Segundo Flávia, cada vez mais jovens estão retornando às propriedades rurais, agora mais preparados tecnicamente para modernizar a produção e fortalecer o desenvolvimento das regiões agrícolas. Piloto de drones desde 2023, ela destaca os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia:

— Nós fazíamos a pulverização de uma área de cerca de 300 hectares utilizando trator. Como o arroz é uma cultura irrigada, qualquer condição desfavorável podia atrasar o trabalho. Com o drone, esse problema praticamente deixou de existir — explica.

Saiba mais sobre os modelos de drone disponíveis no mercado no site da ADS DJI.