Ensino híbrido: entenda mais sobre o conceito que já é realidade em universidades do Brasil 

Ensino híbrido beneficia professores, alunos e mercado de trabalho 

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(Foto: Freepik)

A integração entre o ensino presencial e o remoto é uma das tendências que foram confirmadas durante a pandemia. Com as adaptações necessárias para manter as atividades, o chamado ensino híbrido já é realidade em muitas instituições de ensino.

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Todos os participantes do processo de aprendizagem ganham com as novas possibilidades proporcionadas por esse tipo de ensino, mas os principais benefícios são percebidos pelos alunos, pois a integração ao meio digital contribui para a qualidade do ensino presencial de diversas maneiras. Exemplo disso é a introdução de ferramentas e de simuladores que enriquecem a atividade presencial, com uma série de possibilidades e recursos advindos da tecnologia.

— Sem dúvida o ensino híbrido é o futuro da educação, especialmente quando se vive em uma sociedade cada vez mais digital, não dá para pensar mais em termos cursos puramente presenciais. É preciso utilizar a tecnologia como uma aliada do processo educacional — , destaca a líder de pós-graduação lato sensu da Unisul, professora Dra. Ana Paula Reusing Pacheco.

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Outra vantagem é que as plataformas digitais são capazes de levar profissionais renomados e professores do mundo todo para as aulas. Assim, a tecnologia favorece o aprendizado ao romper barreiras físicas, cria novas possibilidades para a educação e aumenta o acesso ao conhecimento.

Aulas digitais devem qualificar os encontros presenciais

A Ânima Educação, uma das maiores organizações educacionais privadas de ensino superior do país, promove a integração do ensino digital ao presencial. Em Santa Catarina, a Unisul faz parte deste ecossistema e já disponibiliza o ensino híbrido para os seus alunos há algum tempo. Segundo Ana Paula, atualmente, a Unisul apresenta uma proposta inovadora de ensino híbrido.

— Se falarmos especificamente dos novos cursos híbridos de pós-graduação da Unisul, nos deparamos com um produto híbrido no qual o estudante estuda 2/3 da carga-horária no digital e tem momentos presenciais muito robustos, nos quais tem a oportunidade de interagir com seus colegas, professores e profissionais; desenvolver soft e hard skills; vivenciar situações-problema do mundo do trabalho, além de assistir a palestras com experts da área — conta Ana Paula.

Dessa forma, o ensino digital está integrado à metodologia para qualificar o momento de aprendizado presencial. É importante destacar que o objetivo não é substituir o ensino presencial pelo digital, mas valorizar ainda mais as aulas, garantindo que esses momentos presenciais sejam cada vez mais direcionados a atividades práticas que envolvam as novas tecnologias, além de proporcionar trocas entre estudantes e professores.

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— Para se ter um ensino híbrido de qualidade é importante que as instituições invistam em tecnologia, metodologia e capacitação docente, discente e de seu pessoal administrativo — acrescenta Ana Paula.

Segundo o diretor de personalização da Ânima, professor Rodrigo Neiva, o ensino híbrido causou uma disrupção na educação e provocou uma mudança conceitual estruturante nos modelos de ensino.

— A tecnologia hoje é indissociável da educação. Não há como pensar a relação de ensino e aprendizagem sem integrar as tecnologias à sala de aula. O importante é que o professor, quando fizer o seu planejamento, considere todas essas possibilidades e, de fato, combine as tecnologias com os momentos presenciais na proposta de metodologias ativas — , destaca.

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Nova metodologia de ensino promove a autonomia dos alunos

O ensino híbrido desenvolve a capacidade do estudante de gerir o próprio aprendizado e estimula a autonomia.

— Quando o ensino híbrido disponibiliza ao estudante um ambiente virtual de aprendizagem, com conteúdos e percurso bem definido, sem dúvida ele promoverá a autonomia, especialmente porque no digital o estudante pode estudar da forma como entender mais apropriado, no seu ritmo e no seu tempo — explica Ana Paula.

Além disso, com o ensino híbrido, os estudantes são estimulados a conviverem com as novas tecnologias, a desenvolverem a responsabilidade, a autogestão e, consequentemente, saem mais preparados para os desafios do mundo de trabalho.

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— A universidade é um lugar de reflexões e de resolução de problemas. Dessa forma, nada melhor do que você alinhar as demandas reais do mundo do trabalho e as questões que estão acontecendo nas carreiras, profissões, empresas e organizações e trazer isso para dentro da sala de aula — , explica Rodrigo.

— Esse semestre é o meu primeiro com o ensino híbrido. Em um primeiro instante achei que seria difícil a adaptação, mas confesso que me surpreendi significativamente. Consigo acompanhar e estudar da mesma forma que antes. E as plataformas usadas para a transmissão das aulas permitem gravação, o que nos dá a possibilidade de assistir ao conteúdo novamente em outro horário – afirma Alessandra Nunes de Oliveira, 28, estudante de Engenharia Química na Unisul.

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Para promover um ensino híbrido de qualidade é preciso expertise e esse é um dos diferenciais da Unisul.

Saiba mais sobre as ações da universidade acompanhando o canal Educação Transforma.