Esquecimento ou sinal de alerta? Como identificar os primeiros sinais do Alzheimer

Nem todo esquecimento faz parte do envelhecimento. Saiba quais mudanças merecem atenção e quando buscar avaliação profissional

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O convívio com familiares e a observação da rotina ajudam a perceber mudanças no comportamento e nas atividades do dia a dia (Foto: Banco de imagem)

Esquecer onde colocou as chaves, o nome de alguém ou uma informação recente pode acontecer com qualquer pessoa. Mas quando as falhas de memória começam a interferir na rotina, nas atividades do dia a dia ou na autonomia, é importante observar com mais atenção.

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Setembro é o Mês Mundial do Alzheimer, uma campanha dedicada a ampliar a conscientização sobre a doença e reforçar a importância do diagnóstico precoce.

A Doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta principalmente memória, linguagem, raciocínio e comportamento. Segundo o Ministério da Saúde, ela é a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas idosas.

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Mas um ponto importante: nem todo esquecimento significa Alzheimer. O envelhecimento natural pode trazer algumas mudanças na memória, enquanto alterações persistentes e que prejudicam a vida cotidiana precisam ser avaliadas por profissionais de saúde.

O que diferencia um esquecimento comum de um sinal de alerta?

Algumas falhas de memória fazem parte da rotina, como esquecer ocasionalmente um compromisso ou precisar de alguns segundos para lembrar uma informação.

O sinal de atenção aparece quando essas situações começam a se repetir com frequência ou passam a afetar atividades que antes eram realizadas normalmente.

Segundo o Ministério da Saúde, alguns sinais associados ao Alzheimer incluem:

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  • esquecer acontecimentos recentes com frequência;
  • repetir perguntas ou informações várias vezes;
  • dificuldade para realizar tarefas habituais;
  • dificuldade para acompanhar conversas ou encontrar palavras;
  • desorientação em relação ao tempo e ao espaço;
  • mudanças frequentes de humor, comportamento ou personalidade.

1. Perda de memória recente merece atenção

Um dos sinais mais característicos do Alzheimer está relacionado à dificuldade de lembrar acontecimentos recentes.

Por exemplo:

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  • esquecer conversas que aconteceram há pouco tempo;
  • não lembrar compromissos importantes;
  • repetir uma mesma pergunta diversas vezes.

A diferença está principalmente na frequência e no impacto que isso causa na rotina.

2. Dificuldade para realizar tarefas conhecidas

Outro ponto importante é observar mudanças em atividades que sempre fizeram parte da vida da pessoa.

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Alguns exemplos:

  • dificuldade para organizar pagamentos;
  • esquecer etapas de uma tarefa habitual;
  • se perder em caminhos conhecidos;
  • apresentar dificuldade para resolver problemas simples.

Essas alterações podem indicar que é necessário buscar uma avaliação profissional.

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3. Mudanças de comportamento também importam

O Alzheimer não envolve apenas memória.

Alterações no comportamento, isolamento, irritabilidade frequente, perda de interesse por atividades antes prazerosas ou mudanças importantes de personalidade também podem aparecer.

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Por isso, familiares e pessoas próximas têm um papel importante na percepção dessas mudanças.

Diagnóstico precoce faz diferença

O diagnóstico do Alzheimer é feito por profissionais de saúde a partir da avaliação dos sintomas, histórico do paciente e exames complementares.

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Identificar alterações no início permite que a pessoa tenha acesso mais rápido ao acompanhamento adequado, além de possibilitar planejamento e suporte para a família.

Segundo o Ministério da Saúde, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem contribuir para aliviar sintomas e retardar a evolução da doença.

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Hábitos que ajudam a cuidar da saúde do cérebro

Embora não exista uma forma garantida de prevenir o Alzheimer, alguns hábitos estão relacionados à manutenção da saúde cerebral e à redução de fatores de risco.

Entre eles:

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  • Mantenha a mente ativa

Aprender coisas novas, ler, estudar, fazer atividades que estimulem o raciocínio e manter curiosidade ao longo da vida ajudam a exercitar o cérebro.

O próprio estudo de Wellness reforça uma tendência de valorização do autocuidado e da prevenção como parte da rotina de saúde.

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  • Pratique atividade física

A prática regular de exercícios contribui para a saúde cardiovascular e o bem-estar geral.

  • Cuide do sono

Dormir bem é parte importante do funcionamento adequado do organismo.

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  • Preserve relações sociais

Manter contato com amigos, familiares e participar de atividades em grupo também faz parte de uma rotina saudável.

  • Controle fatores de risco

Acompanhamento de condições como hipertensão, diabetes e colesterol faz parte dos cuidados preventivos.

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Quando procurar ajuda?

Buscar orientação profissional é importante quando mudanças de memória ou comportamento:

  • acontecem com frequência;
  • interferem na rotina;
  • comprometem autonomia;
  • preocupam familiares ou a própria pessoa.

Observar os sinais do corpo e buscar informação confiável são atitudes importantes de cuidado.

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O envelhecimento não significa perder autonomia ou qualidade de vida. Com acompanhamento, hábitos saudáveis e atenção aos sinais, é possível cuidar melhor da saúde ao longo dos anos.

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