O Enem 2026 será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro e, na reta final de preparação, os estudantes precisam definir estratégias para aproveitar melhor o conhecimento adquirido ao longo do ano.
Em Física, uma das principais orientações do professor Tonho é entender que as questões raramente apresentam um conteúdo de forma isolada. Na maioria das vezes, os conceitos aparecem relacionados a situações do cotidiano.
Contas de energia elétrica, funcionamento de aparelhos, veículos em movimento, chuveiros, micro-ondas e sistemas de energia solar são alguns exemplos de contextos que podem aparecer nos enunciados. Por isso, mais do que decorar fórmulas, o estudante precisa compreender os fenômenos físicos envolvidos em cada situação.
— A primeira coisa a se entender sobre a prova de Física do Enem é que ela é uma prova extremamente contextualizada. Ela quase nunca vai perguntar uma fórmula de uma maneira seca. Ela coloca uma situação real — explica o professor.
Energia e eletricidade estão entre os temas mais cobrados
Ao analisar as provas anteriores, o professor destaca que as competências 1 e 5 aparecem com frequência e merecem atenção dos candidatos. Entre os conteúdos associados a esses eixos estão energia, consumo de energia elétrica e circuitos residenciais.
Questões envolvendo quilowatt-hora, por exemplo, podem exigir que o candidato compreenda como funciona o consumo de eletricidade e como ele se relaciona com o uso de equipamentos no dia a dia.
A ondulatória também deve estar no radar dos estudantes. Fenômenos relacionados às ondas podem aparecer em diferentes situações e exigem que o candidato reconheça os conceitos físicos presentes no problema apresentado.
Outros conteúdos indicados pelo professor são mecânica, cinemática, velocidade, dinâmica e forças. Os fenômenos relacionados ao calor também merecem atenção, especialmente por possibilitarem questões mais diretas.
Interpretação faz diferença na resolução das questões
Como as questões são construídas a partir de situações contextualizadas, a leitura cuidadosa do enunciado é uma etapa importante da resolução. Gráficos, eixos e unidades de medida também devem ser observados antes que o candidato escolha uma alternativa.
O professor Tonho orienta os estudantes a conferir as unidades apresentadas e verificar se elas são compatíveis com o que está sendo solicitado. Também é importante ler atentamente o comando da questão e identificar exatamente o que está sendo pedido.
Esse cuidado ajuda a evitar os chamados distratores, alternativas construídas a partir de erros que podem ser cometidos pelo candidato durante a resolução.
Outro ponto destacado é a Teoria de Resposta ao Item (TRI), sistema utilizado na correção do Enem. Na prática, o professor recomenda que o estudante procure resolver, primeiramente, as questões mais simples antes de se dedicar às mais complexas.
— Não adianta você fazer questões extremamente complexas, acertar essas questões e errar as mais triviais. Então, foque nas questões que são mais simples de início e depois vá escalonando para as mais complexas — orienta Tonho.
Administração do tempo é outro desafio
Além do domínio dos conteúdos, o candidato precisa administrar o tempo disponível para resolver as questões e preencher o gabarito. Por isso, a recomendação é evitar ficar preso durante muito tempo em um único problema.
A estratégia sugerida pelo professor é começar pelas questões que o estudante considera mais acessíveis e avançar gradualmente para aquelas que exigem mais cálculos ou raciocínio. Dessa forma, é possível garantir os acertos mais seguros antes de dedicar tempo aos problemas mais demorados.
Para Tonho, conhecer o perfil da prova também ajuda o candidato a tomar decisões durante o exame. Em Física, isso significa reconhecer situações do cotidiano, interpretar corretamente as informações e identificar os conceitos necessários para chegar à resposta.
Enem 2026: prova e áreas do conhecimento
O Enem é composto por 180 questões divididas em quatro áreas do conhecimento — Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática — além da redação.
As provas são aplicadas em dois dias (8 e 11 de novembro de 2026) e reúnem questões objetivas que exigem interpretação, análise de informações e aplicação dos conhecimentos em diferentes contextos.
O Enem também pode ser usado para certificação do ensino médio e segue como principal porta de entrada para universidades públicas (via Sisu), bolsas em instituições privadas (via Prouni) e financiamentos estudantis (via Fies).
