Florianópolis é a segunda melhor cidade do Brasil para empreender

Capital catarinense fica atrás apenas de São Paulo e se tornou um polo de tecnologia e inovação

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Entre as capitais, Florianópolis tem a maior densidade de empresas por mil habitantes (Foto: Freepik)

Quando se pensa em Florianópolis, as primeiras imagens que vem à mente da maioria das pessoas são as belas praias, o mar cristalino e o verão agitado. No entanto, Floripa é muito mais do que suas belezas naturais: segundo o relatório do Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) 2023, pela sexta vez consecutiva, a Ilha da Magia é a segunda cidade mais empreendedora do país, atrás apenas de São Paulo (SP).

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Muito desse resultado, que se manteve ao longo dos anos, se deve ao ambiente de inovação e empreendedorismo que vem se instaurando em Florianópolis. Com universidades de excelência, qualidade de vida e incentivos fiscais, o setor de tecnologia já ultrapassou o de turismo e, hoje, é o maior pagador de impostos de Florianópolis, transformando o município em um polo de desenvolvimento tecnológico e de inovação, com reconhecimento internacional: no ano passado, figurou na lista da revista americana Newsweek como um dos mais dinâmicos centros urbanos do mundo.

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Além de Florianópolis, outras duas cidades da região Sul estão entre as dez primeiras da lista: Joinville, em terceiro lugar, e Curitiba (PR), em sétimo. O ranking, divulgado pela Escola Nacional de Administração Pública (Enap) em parceria com a Endeavor, leva em consideração os 101 maiores municípios brasileiros e analisa sete critérios: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora.

Segundo dados do Startup SC, projeto do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae/SC) que tem como objetivo desenvolver e promover empreendimentos inovadores em todo o Estado, Florianópolis se tornou a cidade empreendedora que é hoje devido ao índice de mão de obra — a cada ano, cerca de mil novos profissionais se formam em cursos de exatas e biológicas das universidades locais —, ao incentivo à inovação, especialmente pelas sete incubadoras de empresas instaladas na cidade nos últimos 20 anos, e aos incentivos fiscais: desde 1998, a Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF) concede isenção total ou desconto de ISS e IPTU para empresas de tecnologia.

Na prática, isso se converte em geração de empregos, oportunidade para a fundação de empresas com foco em produtos e serviços inovadores e arrecadação de impostos. Hoje, Florianópolis fica atrás apenas de Joinville, também muito industrializada e a maior cidade do Estado.

Polo tecnológico

A alcunha de “Vale do Silício brasileiro” não veio de graça: de acordo com o Startup SC, o crescimento do faturamento das empresas de hardware e software em Florianópolis é de, em média, 30% ao ano. Além disso, cerca de 20 a 30 empresas com foco em tecnologia surgem anualmente.

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Segundo o Acate Tech Report de 2021, o setor de tecnologia catarinense teve o sexto maior faturamento do país em 2020, somando mais de R$ 19,8 bilhões, que representam 6,1% do PIB do Estado. Ocupando o terceiro lugar no ranking nacional, a receita das empresas de Santa Catarina somam R$ 65,8 mil por colaborador por ano, superando a média brasileira de R$ 56,2 mil.

Com mais de 17 mil empresas, o ecossistema de tecnologia catarinense é o sexto maior do país em número de empresas: entre as capitais, Florianópolis tem a maior densidade de empresas por mil habitantes, como aponta um levantamento da Associação Brasileira de Startups (ABStartups). Vale destacar que, entre os anos de 2015 e 2020, Santa Catarina registrou o maior aumento no número de empresas do setor, com um salto de 63,2%.

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Qualidade de vida

Outro fator que atrai empreendedores, empresários e profissionais de diversas áreas para a capital é a qualidade de vida: atualmente, Florianópolis e sua região metropolitana detém, conforme o Atlas Brasil 2021, o terceiro maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país, de 0,833 — acima do índice
nacional, de 0,759, e de todos os países da América do Sul.

Além disso, Floripa é dona do maior rendimento médio, de R$ 3.797 — acima da média estadual, que é de R$ 3.050, e também da nacional, de R$ 2.660. A taxa de desemprego é a segunda menor do país, em 5,7%, também abaixo da média do país (7,9%).

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No quesito educação, possui taxa de escolarização de 98,4% entre os 6 e 14 anos, e taxa de alfabetização acima dos 15 anos de 99,2%, o que faz da cidade a capital mais alfabetizada do país. Em termos de segurança e saúde, é apontada pelo Atlas de Segurança 2018 como a segunda capital mais segura do país e considerada a melhor capital em atenção à saúde primária pelo Ministério da Saúde.

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