Golpistas usam processos judiciais para abordar clientes de imobiliárias em SC

Criminosos se passam por advogada da Ibagy, com nomes e dados reais, para tentar enganar clientes

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(Foto: Banco de imagem)

Tentativas de golpe que utilizam dados reais de processos acendem um alerta no mercado imobiliário. Um dos casos recentes aconteceu em Santa Catarina, quando golpistas se passaram por uma advogada da Ibagy para cobrar taxas indevidas de uma cliente da imobiliária. Os criminosos usaram informações públicas do Judiciário para abordar a empresária Soleane Kammers, que possui imóveis administrados pela imobiliária.

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A vítima conta que recebeu mensagens dos criminosos, acompanhadas de um documento em formato PDF que simulava uma decisão judicial. O arquivo apresentava os nomes reais das partes envolvidas em uma ação, informações obtidas, segundo a Ibagy, a partir de consultas no sistema judiciário. 

Durante a abordagem, os fraudadores afirmaram que Soleane teria valores a receber do processo, acrescidos de R$ 8 mil em indenização por danos morais. Depois, eles propuseram uma reunião virtual reservada e sugeriram uma “forma diferenciada de pagamento” para evitar a tributação no saldo. A situação chamou a atenção de Soleane, que identificou inconsistências antes de realizar qualquer pagamento.

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— Achei a situação extremamente estranha logo de início, pois nós nem sequer tínhamos feito qualquer pedido de danos morais ao juiz. Além disso, a Ibagy tem um padrão de conformidade e integridade inegociável, e nunca propõe qualquer expediente para contornar obrigações legais — relata a empresária Soleane Kammers.

Outra inconsistência identificada por ela foi a forma de contato. A suposta advogada procurou Soleane diretamente, enquanto o acompanhamento jurídico dos imóveis administrados pela empresa ocorre pelo canal habitual da Ibagy.

— Bloqueei os contatos e comuniquei de imediato a situação à equipe da imobiliária — completa a cliente. 

A situação gera um alerta para uma mudança nas estratégias utilizadas em golpes relacionados ao mercado imobiliário. Além da clonagem de anúncios e da criação de imobiliárias fictícias na internet, criminosos passaram a utilizar informações públicas de processos judiciais para construir abordagens mais direcionadas e dar aparência de legitimidade às fraudes.

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Como funcionam os golpes no mercado imobiliário

As tentativas de golpe no setor imobiliário têm explorado diferentes frentes para atrair tanto investidores como inquilinos. Entre as principais estratégias, estão:

  • Falsos advogados e notificações fraudulentas: utilização indevida de dados reais de processos judiciais para cobrar custas processuais falsas ou exigir transferências em dinheiro sob a promessa de liberação rápida de montantes a receber.
  • Clonagem de anúncios e arrendamento fictício: cópia de fotografias e descrições de imóveis reais para publicação em redes sociais e plataformas de classificados, geralmente com valores muito abaixo do mercado. Os criminosos exigem sinais ou “taxas de reserva” antecipadas.
  • Falsificação de documentos e procurações: uso de ferramentas digitais e até recursos de inteligência artificial para adulterar certidões, minutas contratuais e documentos de identificação pessoal.
  • Intermediação duplicada: negociação do mesmo imóvel com diferentes pessoas simultaneamente, com o recebimento de entradas de cada interessado antes do desaparecimento do suposto corretor.

O uso de uma ou mais estratégias como essas pode tornar a fraude mais difícil de identificar. No caso relatado pela Ibagy, por exemplo, os criminosos não dependeram apenas de uma identidade falsa: utilizaram informações verdadeiras de um processo judicial para construir uma narrativa específica para a vítima.

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Urgência e vantagens financeiras exigem atenção

A diretora e advogada da Ibagy, Manuella Ibagy, orienta que a melhor defesa contra a fraude está na validação rigorosa dos canais oficiais e no respeito aos protocolos de segurança da empresa.

— Os criminosos tentam criar cenários de urgência, ganhos fáceis ou vantagens tributárias para induzir a vítima em erro. As imobiliárias estruturadas mantêm fluxos padronizados e transparentes. Nenhum pagamento deve ser efetuado para contas bancárias de pessoas singulares estranhas ao contrato, e as informações processuais são sempre transmitidas através dos canais corporativos oficiais — adverte.

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Para garantir transações seguras, a Ibagy recomenda uma série de cuidados a proprietários e inquilinos: 

  • Validação de contatos oficiais: caso receba mensagens suspeitas, não utilize os números indicados na mensagem. Contate a imobiliária diretamente por meio da central telefônica ou dos canais oficiais habituais para confirmar os procedimentos.
  • Atenção às contas de destino: todos os pagamentos e recebimentos devem ser realizados exclusivamente em contas bancárias vinculadas ao CNPJ da imobiliária ou do proprietário, com titularidade comprovada pela certidão de matrícula.
  • Consulta ao registro do corretor: exija sempre o número de inscrição ativo no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI) antes de avançar em qualquer negociação.
  • Visita presencial: nunca efetue transferências bancárias ou pagamentos por PIX para garantir reservas sem antes inspecionar o imóvel fisicamente e conhecer os profissionais responsáveis pela gestão.

Ibagy atua há 56 anos no mercado

Com 56 anos de atuação, a Ibagy é a maior autoridade na administração de locações em Santa Catarina, e possui uma das cinco maiores carteiras do segmento no Brasil. A empresa possui processos certificados pela norma internacional ISO 9001 e mantém uma operação estruturada em oito agências na Grande Florianópolis e canais digitais.

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Segundo a Ibagy, a empresa utiliza tecnologia, governança de processos e atendimento humanizado para assegurar tranquilidade e segurança jurídica a proprietários e inquilinos.

Saiba mais sobre a empresa no site da Ibagy.