Piso de caquinho: memória afetiva e personalidade na decoração

Com desenhos irregulares e diferentes combinações de cores, o revestimento permite aproximar lembranças do passado e escolhas atuais de decoração

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Piso de caquinho: como usar na decoração da sua casa (Foto: Banco de imagens)

Há detalhes de uma casa que parecem guardar lembranças. O desenho do chão pode remeter ao quintal da infância, à varanda onde a família se reunia ou à entrada de uma residência que continua viva na memória. O piso de caquinho convida a olhar para essas referências e imaginar como elas podem fazer parte de novos ambientes.

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Presente na história da moradia brasileira do século XX, esse revestimento é formado por fragmentos de cerâmica organizados em composições que valorizam a irregularidade das peças. Sua trajetória se aproxima da criatividade popular e das diferentes maneiras de transformar pequenos pedaços em um conjunto com identidade.

Na decoração, a proposta pode ir além da reprodução de uma casa antiga. O interessante é encontrar um diálogo entre a memória do material e o jeito de morar de hoje.

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Um clássico que não exige uma casa toda retrô

Uma possibilidade é deixar o piso assumir o protagonismo. Paredes claras, móveis de linhas simples e poucos elementos decorativos podem compor um cenário em que o desenho dos caquinhos tenha espaço para aparecer.

Outra ideia é escolher uma cor do revestimento e repeti-la em pequenos detalhes, como uma almofada, uma luminária ou um vaso. Assim, o chão conversa com o restante do ambiente sem exigir que tudo combine da mesma maneira.

Para uma proposta discreta, vale estudar uma paleta com poucas tonalidades. Já quem prefere uma decoração expressiva pode explorar contrastes, tomando cuidado para não transformar cada superfície em um ponto de disputa visual.

Antes de decidir, reúna amostras e observe a composição junto dos móveis e acabamentos que permanecerão na casa.

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Reaproveitamento com intenção

A relação entre fragmentos cerâmicos e arquitetura também aparece em projetos de reaproveitamento. Na reforma da Casa Marília, em São Paulo, o escritório Superlimão utilizou cacos de telhas na execução do piso externo, integrando materiais recuperados à transformação do imóvel.

Isso não significa, porém, que todo revestimento com aparência de caquinho seja feito de sobras de obra. Também existem produtos comercializados em conjuntos montados em telas. Por isso, conhecer a origem e as características das peças ajuda a entender exatamente o que está sendo escolhido.

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O que avaliar antes de instalar

A decisão não deve ficar apenas na aparência. Consulte a indicação de uso do produto, as orientações de assentamento e os cuidados de manutenção. Uma solução adequada para determinado ambiente não deve ser automaticamente considerada apropriada para qualquer outra área.

Em espaços sujeitos à água, inclua na conversa com o profissional a resistência ao escorregamento. Peça também uma avaliação do nivelamento e do encontro com os pisos vizinhos.

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Quando a casa já tem um piso de caquinho, vale investigar seu estado antes de optar pela retirada. A pergunta pode deixar de ser “o que colocar no lugar?” e passar a ser “como valorizar o que já faz parte daqui?”.

Afinal, uma casa com personalidade também pode ser construída a partir das histórias que escolhemos preservar.

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