O Enem 2026 será aplicado nos dias 8 e 15 de novembro e, entre os desafios para os estudantes, está a prova de Matemática e suas Tecnologias. Com 45 questões, a área exige conhecimento dos conteúdos, mas também uma estratégia de resolução que permita interpretar os enunciados e administrar o tempo disponível.
Segundo o professor Marcão, a prova é extensa e bastante contextualizada. As questões podem apresentar textos, imagens, gráficos e tabelas para construir uma situação-problema. Nesse cenário, saber identificar rapidamente o que está sendo pedido pode ajudar o candidato a direcionar a resolução.
Uma das estratégias recomendadas é começar pelo comando da questão, antes de se dedicar ao texto que apresenta a contextualização.
— É importante ter uma estratégia bem sólida e bem nítida de resolução. Como, por exemplo, ler o comando e identificar aquilo que a questão quer que o aluno entregue, antes mesmo até do texto-base, que é a parte que traz toda a contextualização, podendo aparecer uma imagem, gráficos ou tabelas — explica o professor.
A orientação permite que o estudante saiba previamente qual informação precisa encontrar e evita que toda a extensão do enunciado seja lida sem um objetivo definido.
Distratores podem indicar erros comuns
Outro aspecto que merece atenção são os distratores, como são chamadas as alternativas incorretas elaboradas a partir de possíveis erros de resolução. Por isso, encontrar um resultado numérico não é suficiente: é preciso conferir se ele corresponde ao que foi solicitado e se as unidades estão corretas.
O professor cita como exemplo uma questão envolvendo o volume de um sólido. Uma alternativa pode apresentar o mesmo número encontrado pelo candidato, mas em uma unidade diferente, como centímetros cúbicos em vez de metros cúbicos. Nesse caso, o erro de conversão pode levar o estudante a escolher uma opção incorreta.
— Lembrando ainda que nós temos lá as alternativas, que são cinco, onde uma delas é correta, e outras quatro são os distratores. São alternativas erradas, pensadas de propósito, quando o aluno comete um erro previsível — explica Marcão.
A atenção às unidades, portanto, deve fazer parte da conferência final de cada questão, especialmente em problemas que envolvem medidas, áreas, volumes e conversões.
Matemática básica e geometria estão entre os conteúdos mais cobrados
Na preparação para a prova, alguns conteúdos merecem atenção especial. Entre eles estão razão, escala, proporção e regra de três simples e composta. Nesse último caso, o professor destaca a necessidade de diferenciar grandezas diretamente proporcionais das inversamente proporcionais.
A geometria também aparece entre os assuntos indicados para a preparação. Tanto a geometria plana quanto a espacial podem exigir o domínio de fórmulas e conceitos básicos, especialmente porque o exame não disponibiliza um formulário para os candidatos.
— Na parte de geometria, tanto geometria plana quanto espacial, o Enem não fornece formulário, então é importante lembrar ali das fórmulas de áreas e volumes dos sólidos — orienta o professor Marcão.
Estatística é outro campo que deve ser considerado. Média, moda, mediana e desvio padrão estão entre os conceitos citados pelo professor e podem aparecer associados à interpretação de conjuntos de dados, tabelas e gráficos.
Funções: atenção à leitura dos gráficos
Entre as funções, Marcão destaca as funções afim, quadrática e exponencial. Mais do que memorizar procedimentos, o estudante precisa saber interpretar as informações apresentadas em diferentes representações.
Na função quadrática, por exemplo, a leitura dos gráficos pode envolver a identificação de pontos máximos e mínimos. Já nas funções exponenciais, o candidato pode precisar construir um modelo matemático a partir das informações apresentadas no próprio enunciado.
A variedade de conteúdos e o número de questões também tornam a administração do tempo um dos pontos importantes da prova. Segundo Marcão, o estudante precisa considerar não apenas a resolução, mas também o preenchimento do gabarito.
— É uma prova longa, um pouco cansativa, porém, uma prova bem contextualizada. Tem de média duas horas e meia para a sua resolução. Ou seja, por questão, dá uma média de 13 minutos. Lembrando que esses treze minutos englobam também a parte de preencher gabarito — afirma.
Com isso, chegar ao exame com uma estratégia previamente definida pode ajudar o candidato a evitar que uma única questão comprometa o tempo destinado às demais.
Enem 2026: Matemática e áreas do conhecimento
A prova do Enem é dividida em quatro áreas do conhecimento — Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática — além da redação. A área de Matemática e suas Tecnologias reúne 45 questões objetivas, elaboradas a partir de competências e habilidades previstas na matriz de referência do exame.
As provas são aplicadas em dois dias (8 e 11 de novembro de 2026) e reúnem questões objetivas que exigem interpretação, análise de informações e aplicação dos conhecimentos em diferentes contextos.
O Enem também pode ser usado para certificação do ensino médio e segue como principal porta de entrada para universidades públicas (via Sisu), bolsas em instituições privadas (via Prouni) e financiamentos estudantis (via Fies).
