Saiba o que avaliar antes de comprar ou vender um imóvel rural em SC

Com a alta variação de preço, uma análise técnica antes de decidir contribui para o sucesso dos negócios

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Mercado de imóveis rurais em Santa Catarina exige análise de fatores como localização, produtividade, documentação e potencial de valorização (Foto: Divulgação/Agrotec Imobiliária)

Em dez anos, o hectare de terra de primeira categoria, ou seja, que tem alta produtividade agrícola, saltou de R$ 77,8 mil para R$ 116,6 mil em Chapecó, um avanço de quase 50%. Em Campos Novos, no Meio-Oeste, a valorização no mesmo período chegou a 167%. Os números, do levantamento anual da Epagri/Cepa, mostram porque negociar um imóvel rural em Santa Catarina exige uma análise cada vez mais criteriosa.  

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Esse movimento acompanha o desempenho do agro catarinense, que vive um momento recorde. A Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina 2025, divulgada pela Epagri/Cepa em junho de 2026, mostra que o Valor da Produção Agropecuária do Estado alcançou R$ 75,1 bilhões no ano passado, com crescimento de 12,5% em relação a 2024. Nos últimos dez anos, o Valor da Produção Agropecuária catarinense cresceu, em média, 4,3% ao ano. 

O desenvolvimento exponencial do agronegócio é um dos fatores que justificam a grande variação no preço das terras agrícolas em Santa Catarina. A média pode variar principalmente devido à localização, qualidade e capacidade produtiva de cada área. Em 2025, o hectare de terra de primeira categoria, com maior aptidão para atividade agrícola, chegou a R$ 169 mil em Campos Novos. Já em Calmon, no Planalto Norte, áreas de terceira categoria foram avaliadas em R$ 19,75 mil por hectare, segundo o mesmo levantamento da Epagri/Cepa.

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Santa Catarina possui uma grande variação de preço das terras agrícolas. Em 2025, o hectare de terra de primeira categoria, com maior aptidão para atividade agrícola, chegou a R$ 169 mil em Campos Novos. Já em Calmon, no Planalto Norte, áreas de terceira categoria foram avaliadas em R$ 19,75 mil por hectare, segundo o mesmo levantamento da Epagri/Cepa.

Os números ajudam a dimensionar a complexidade do mercado de imóveis rurais. Ao contrário de uma negociação urbana, em que características como localização, metragem e padrão construtivo costumam concentrar boa parte da análise, a compra e venda de sítios, chácaras, fazendas e outras propriedades avalia fatores como qualidade do solo, produtividade, acesso e até a possibilidade de utilização da área.

É nesse cenário de valorização e complexidade crescente que atua a Agrotec Imobiliária, com sede em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, especializada na comercialização de sítios, chácaras, fazendas e outras propriedades rurais. Hoje, a empresa atende produtores que buscam ampliar negócios e investidores interessados em propriedades rurais.

— Não basta conhecer o mercado imobiliário: é preciso entender características como localização, capacidade produtiva, topografia, mecanização, documentação, benfeitorias, acesso e potencial de valorização — afirma o proprietário da Agrotec Imobiliária, Jonas Scatolin. 

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Consumidor está cada vez mais criterioso 

Diferentes perfis de compradores buscam propriedades rurais como oportunidade de negócio. Enquanto os investidores procuram bons negócios para ampliar o portfólio de bens, os produtores rurais buscam espaços para a prática da agricultura, pecuária, avicultura e suinocultura.

Segundo Jonas, independentemente da finalidade, o comprador está mais criterioso na análise da propriedade. A maioria dos clientes busca boa localização, acesso, documentação regularizada, disponibilidade de água, topografia favorável e estrutura adequada para a atividade pretendida.

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Outro fator que pesa nessa decisão é o potencial de expansão. Uma propriedade pode ser avaliada não apenas pelo que oferece no momento da compra, mas também pelas possibilidades de utilização e crescimento que a área apresenta no futuro.

O que verificar antes de fechar negócio

Por se tratar de uma negociação complexa, a análise de um imóvel rural envolve uma etapa documental ampla. Antes de fechar negócio, é necessário verificar informações como matrícula, confrontações, situação ambiental, acessos, recursos hídricos, benfeitorias e possibilidades de utilização da área. Dependendo da propriedade, a negociação também pode envolver arrendamentos, ocupações ou restrições que precisam ser consideradas pelo comprador.

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Outro cuidado é verificar se a área realmente atende à finalidade planejada. Uma propriedade pode ter características adequadas para determinada atividade produtiva e não apresentar as mesmas condições para outra.

— A compra de um imóvel rural exige uma análise muito mais ampla do que simplesmente verificar preço e localização. Por isso, recomendamos sempre uma análise técnica e documental antes da tomada de decisão. Uma boa negociação começa muito antes da assinatura do contrato — explica Jonas.

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Para atuar nesse mercado, a Agrotec utiliza o conhecimento do mercado imobiliário aliado à análise das características específicas das propriedades rurais. A primeira etapa do trabalho envolve compreender o que o comprador procura, e depois, identificar os imóveis que têm características compatíveis com essa necessidade.

Negócios sem fronteiras

A complexidade do mercado rural catarinense não impede negociações à distância. A Agrotec já realizou negócios com clientes de Portugal e da Argentina, segundo Jonas.

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Em uma negociação internacional, Jonas explica que a apresentação das informações ganha ainda mais importância. Quem está fora do Brasil precisa conseguir avaliar a oportunidade com base em dados confiáveis sobre o imóvel. Para isso, a empresa disponibiliza no site materiais como fotos, vídeos e plantas das propriedades, além de informações sobre os imóveis e depoimentos de clientes.

— O nosso papel não é simplesmente apresentar uma propriedade. É acompanhar o cliente durante todo o processo, esclarecer dúvidas e facilitar a negociação — afirma.

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Embora os imóveis rurais estejam no centro da atuação da Agrotec, a relação com os clientes também envolve necessidades urbanas. Um exemplo é o de famílias que vivem no interior e precisam encontrar um imóvel na cidade para um filho que vai estudar ou morar fora. Nestes casos, a imobiliária oferece atuação consultiva tanto para a área rural quanto para locar ou comprar um imóvel na cidade.

Como o preço é definido

Diante da variação de preços do mercado, um dos serviços realizados pela Agrotec é a elaboração do Parecer Técnico de Avaliação Mercadológica (PTAM). Segundo Jonas, a avaliação de uma propriedade começa pela análise das características que podem influenciar o valor de mercado, como localização, área, topografia, qualidade e aproveitamento da terra, benfeitorias, infraestrutura, acessos e recursos naturais.

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Também são consideradas informações do mercado e propriedades semelhantes que possam servir de referência para a análise. Por isso, o PTAM pode auxiliar tanto quem vende quanto quem compra, já que ajuda a estabelecer um preço compatível e evita vendas superiores ou inferiores ao valor adequado.

— No final, nosso objetivo é trazer mais segurança, transparência e profissionalismo para uma negociação que normalmente envolve um patrimônio muito significativo — reforça Jonas.

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Para conhecer o portfólio de imóveis e os serviços oferecidos pela empresa, é possível acessar o site da Agrotec Imobiliária em agrotecimobiliaria.com.br.