Ensino híbrido, aprendizagem baseada em problemas e gamificação são alguns dos recursos usados pela rede de educação básica da Federação das Indústrias (FIESC), a Escola S. Concebida com o objetivo de oferecer uma única escola para toda a formação básica do estudante, a rede integrada por SESI e SENAI prioriza o ensino da ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática, a chamada metodologia STEAM.
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O acesso a tecnologias educacionais permitiu que as aulas seguissem virtualmente em 2020. Agora, com a liberação das aulas presenciais, o ensino híbrido, que alia as atividades virtuais com as presenciais, priorizando a aprendizagem baseada na solução de problemas, será determinante no ano letivo dos estudantes.
A proposta da Escola S é oferecer ao estudante uma jornada de ensino completa – do infantil ao médio. O alinhamento às tendências internacionais em educação permite ao estudante da Escola S desenvolver competências essenciais para o futuro. Essa premissa também é refletida na proposta pedagógica inovadora e singular que é aplicada.
— São metodologias ativas, que fazem do aluno o principal agente de sua trajetória acadêmica e, do professor, um guia constante e atento às formações que podem ser trilhadas pelo estudante — explica o diretor de educação e tecnologia da FIESC, Fabrizio Machado Pereira.
A aprendizagem remota é uma grande aliada, lembra o diretor.
— Ela está sendo imperativa nesse processo da pandemia por motivos óbvios e acabará sendo vital para a continuidade de algumas propostas — acrescenta.
Segurança no retorno à escola
O retorno às atividades atende a uma série de protocolos estabelecidos para minimizar os riscos de contágio no ambiente escolar e está condicionado às liberações de cada município. A volta será por meio de rodízio nas turmas para garantir o atendimento às medidas de segurança.
— A nossa rede de educação está completamente preparada para esse momento de retomada. Temos protocolos de segurança bem estabelecidos com o uso de todos os equipamentos de proteção individual, higienização do ambiente, uso de máscaras. Temos condições de oferecer segurança aos nossos alunos, tomando as medidas de distanciamento, com aulas para até 20 estudantes, sempre no sistema de rodízio — descreve o diretor de educação e tecnologia.
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Cartazes fixados nas unidades escolares comunicam informações sobre os sintomas da doença, o distanciamento físico nas salas de aula e nos laboratórios, e instruções sobre como utilizar, higienizar e descartar corretamente as máscaras.
— Além das aulas presenciais, as atividades online permanecerão para os alunos que estiverem em casa, para que não haja prejuízo algum de conteúdo, especialmente para os estudantes do ensino médio, que precisam alcançar uma boa performance em avaliações como o ENEM ou vestibulares — acrescenta Fabrizio.
O protocolo de biossegurança desenvolvido pela equipe de saúde do SESI atende ao plano de contingência do governo do estado, seguindo o estabelecido nas diretrizes para o retorno às aulas. O conjunto de medidas é adaptado à situação de cada município e até mesmo de cada unidade escolar.
Os alunos também precisam informar diariamente suas condições de saúde à assistente virtual Cora, do CoronaDados. A ferramenta foi desenvolvida por SESI e SENAI para acompanhar a evolução do vírus nas pessoas que apresentam sintomas e contribui para acelerar as medidas de segurança.
Estratégias digitais ajudam jovens a se preparar para a graduação
Aulas online, desafios, lives e simulados estão entre as atividades que os estudantes da rede SESI SENAI realizam diariamente, especialmente aqueles que cursam o ensino médio. Entre os principais objetivos dessa turma está o de ingressar em uma graduação ou em um curso profissionalizante. Por isso, a Escola S oferece diversos recursos digitais para manter a rotina de estudos.
De acordo com a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), as próximas décadas serão marcadas por um ensino que leve em conta a aprendizagem autônoma e participativa, a partir de problemas e situações reais. É aí que entram recursos como a gamificação, a sala de aula invertida e o estudo baseado em projetos e contextualizado.
— Temos priorizado o aprendizado ao longo da vida, contínuo e integrado às rotinas diárias, extrapolando os sistemas escolares formais. Buscamos oferecer um ensino que tenha significado para o aluno, em que ele seja estimulado de maneira voluntária, proativa e permanente; e que ele faça sua autogestão nesse caminho — detalha Fabrizio. Outro diferencial é a parceria com o Instituto Ayrton Senna para desenvolvimento de competências socioemocionais dos estudantes, como a autoconfiança, respeito, empatia, responsabilidade, persistência e imaginação criativa.
Durante a pandemia, a rede SESI SENAI deu continuidade às atividades, utilizando diversas tecnologias educacionais como o Google for Education, o Meet, para as aulas ao vivo, e a plataforma Geekie One, um repositório no qual os estudantes podem consultar materiais e fazer atividades. Recursos cada vez mais populares, como o Whatsapp e o Telegram, também foram essenciais em atividades, como na educação de jovens e adultos. A rede também emprestou equipamentos aos alunos que não possuíam computadores, favorecendo a inclusão digital no período.
