Bilionário condenado à prisão perpétua montou supertime com Felipão e Paulinho antes de gigante chinês desaparecer

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Paulinho foi capitão e craque do time chinês (Foto: Oriental Image via Reuters Connect)

Paulinho foi capitão e craque do time chinês (Foto: Oriental Image via Reuters Connect)

Antes de se tornar pivô do maior colapso financeiro da China e ser condenado à prisão perpétua por fraude nesta quinta-feira (19), o bilionário Hui Ka Yan usou sua fortuna para mudar o patamar do futebol asiático. Fundador da Evergrande, a incorporadora imobiliária mais endividada do mundo, ele ficou conhecido pela criação do “super time” do Guangzhou, que contratou brasileiros e dominou o país na última década.

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Em 2010, a empresa adquiriu o modesto Guangzhou FC por R$ 25 milhões, logo após a equipe ser rebaixada por envolvimento em um esquema de manipulação de resultados. Sob a gestão de Hui Ka Yan, o clube assumiu o nome de Guangzhou Evergrande e deu início a um ciclo agressivo de investimentos que revolucionou o esporte no país.

Com cofres abertos, a equipe chinesa montou um time estrelado por técnicos campeões mundiais, como Luiz Felipe Scolari, Marcello Lippi e Fabio Cannavaro. Dentro de campo, o projeto atraiu nomes de peso no cenário internacional, reunindo atletas como Paulinho, Conca, Muriqui, Elkeson, Ricardo Goulart e Lucas Barrios, entre outros.

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A estratégia rendeu uma hegemonia histórica, incluindo oito títulos da Superliga Chinesa e duas taças da Champions League da Ásia, consagrando Felipão como o treinador mais vitorioso da história do clube.

De maior time da China ao desaparecimento

O projeto esportivo chegou a idealizar a construção de uma arena para 100 mil pessoas. Porém, o declínio dentro das quatro linhas acompanhou o abismo financeiro da patrocinadora, sufocada por dívidas superiores a 300 bilhões de dólares (R$ 1,55 trilhão).

À medida que os aportes secaram e a crise avançou, os investimentos milionários no elenco foram interrompidos, o estádio teve as obras paralisadas e a equipe foi rebaixada. Sem caixa para manter as estrelas e forçado pela federação local a retirar a marca do investidor do nome, o Guangzhou FC perdeu os principais jogadores.

Na crise, o Guangzhou não conseguiu cumprir os requisitos financeiros exigidos pela federação local e teve a licença cassada. Sem conseguir se inscrever nas competições oficiais, o ex-gigante do futebol chinês fechou as portas em janeiro de 2025 e encerrou as atividades profissionais.

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Bilionário chinês foi condenado à prisão perpétua

Nesta quinta-feira (19), Hui Ka Yan foi condenado à prisão perpétua por um tribunal chinês, que ordenou o confisco de todos os seus bens pessoais. Ele declarou-se culpado, em abril, de oito acusações, incluindo desvio de recursos, fraude na captação de fundos e captação ilegal de depósitos do público.