O UFC brasileiro vive a expectativa de alcançar um marco inédito e preencher uma das únicas lacunas de títulos no octógono neste sábado (3), em Salt Lake City (EUA). A mineira Natália Silva encara a chinesa Wang Cong no evento principal do UFC 332, disputando o cinturão vago do peso-mosca feminino para tentar se tornar a primeira atleta do país a dominar a divisão até 57 quilos.
Veja fotos de Mackenzie Dern, única brasileira dona de cinturão no UFC
A categoria foi criada em 2017 e teve Nicco Montaño como campeã inaugural, posto que acabou vagado por complicações no corte de peso. Em 2018, Valentina Shevchenko conquistou a cinta em duelo contra Joanna Jedrzejczyk e estabeleceu uma hegemonia de mais de quatro anos e sete defesas, até ser superada por Alexa Grasso.
Após uma revanche que terminou empatada e uma trilogia vencida por Shevchenko, a atleta do Quirguistão retomou o posto e o defendeu contra Zhang Weili em novembro de 2025. Contudo, uma lesão recente afastou Shevchenko do octógono por tempo indeterminado, fazendo o título ficar novamente vago e abrindo caminho para o confronto entre a brasileira e Wang Cong.
Natália estreou no UFC em 2022 com amplo destaque e soma um retrospecto perfeito de oito vitórias em oito lutas na organização, embalada por um estilo plástico oriundo do taekwondo. Os últimos três triunfos vieram contra ex-campeãs: Jéssica Andrade, Alexa Grasso e Rose Namajunas.
A mineira será a quarta brasileira a disputar a coroa dos moscas, sucedendo as tentativas de Jennifer Maia, Jéssica Andrade e Taila Santos, que acabaram derrotadas no passado. O cinturão até 57 quilos permanece como o único da divisão feminina que jamais pertenceu ao Brasil.
Brasil tem apenas uma campeã linear na atualidade
A busca pelo título masculino ganha ainda mais relevância pelo fato de o país contar no momento com apenas uma detentora de cinturão linear na organização: a peso-palha Mackenzie Dern.
Dern evitou um jejum de títulos do país ao defender o cinturão no UFC 330, no dia 15 de agosto, vencendo a canadense Gillian Robertson por decisão unânime após cinco rounds dominantes.
Com esse resultado, a lutadora impediu que o país ficasse sem campeões ativos na organização, cenário negativo que ocorreu poucas vezes na história do evento, sendo a última em 2016.
Em junho de 2023, o Brasil também amargou um breve período sem títulos após a aposentadoria de Amanda Nunes, encerrado justamente quando Pantoja conquistou o cinturão dos moscas pela primeira vez.
*Sob supervisão de Marcos Jordão










