Com críticas a Hugo Souza e Endrick, imprensa europeia repercute empate do Brasil: “Ancelotti evita desastre”

Seleção Brasileira empatou em 1 a 1 com a Austrália no primeiro amistoso pós-Copa do Mundo 2026

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Hugo Souza foi o goleiro titular da Seleção Brasileira (Foto: Rafael Ribeiro, CBF)

Hugo Souza foi o goleiro titular da Seleção Brasileira (Foto: Rafael Ribeiro, CBF)

O resultado de 1 a 1 entre Brasil e Austrália teve forte repercussão na imprensa espanhola, que analisou com severidade a atuação da equipe no primeiro compromisso disputado na Oceania. O gol de Rayan nos acréscimos garantiu o empate da Seleção Brasileira.

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O resultado levou o jornalista Eduardo Burgos Rodríguez, do Diario AS da Espanha, a afirmar que Carlo Ancelotti evitou um desastre ao salvar o time de uma grande zebra. Na análise sobre o confronto, o colunista do veículo espanhol classificou o desempenho brasileiro como um claro fracasso e destacou que o novo ciclo se inicia carregando os mesmos problemas do anterior.

“Nova era, mesmo Brasil. Nos acréscimos, Rayan evitou uma grande zebra após a cobrança de falta de Irakunda, com a ajuda de um pequeno, mas crucial erro de Hugo Souza, que deixou a Seleção em apuros. Nem Vini nem Endrick conseguiram contribuir para o empate contra a Austrália, com apenas alguns lampejos de qualidade de Êstevão e Raphinha. Carlo Ancelotti ainda tem muito trabalho pela frente. Por ora, um claro fracasso.”

Segundo o jornalista, mesmo sem veteranos como Neymar e Casemiro, o setor ofensivo com Vinicius Junior e Endrick não encontrou ritmo, restando apenas raros lampejos de Estêvão e Raphinha em campo.

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A publicação deu grande ênfase ao momento atravessado por Vinicius Junior, apontando que o camisa sete transferiu sua má fase no Real Madrid para a Seleção e demonstrou falta de recomposição defensiva. O texto relatou que a desorganização tática deixou o elenco sem ideias.

O texto de Eduardo Burgos também destacou a falha do goleiro Hugo Souza na cobrança de falta de Irankunda, lance definido pelo repórter como um erro crasso e um balde de água fria no meio do segundo tempo.

O jornalista concluiu reforçando que a cabeçada salvadora nos acréscimos apenas mascarou uma atuação apática, evidenciando que Ancelotti terá um longo trabalho para reinventar a filosofia do futebol brasileiro.

*Sob supervisão de Marcos Jordão