Crise em banco faz campeão da Libertadores perder patrocínio e coloca R$ 76 milhões em risco

Clube rescindiu acordo após banco sofrer intervenção

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Estádio Manuel Ferreira, casa do Olimpia (Foto: Copa de Primera APF, Divulgação / Google Maps, Reprodução)

Estádio Manuel Ferreira, casa do Olimpia (Foto: Copa de Primera APF, Divulgação / Google Maps, Reprodução)

A crise financeira no Paraguai, causada pela intervenção do Banco Central local no Ueno Bank, também afeta o futebol. Uma das principais instituições financeiras do país, a marca patrocinava os dois maiores clubes do país, Cerro Porteño e Olimpia, além da Copa Sul-Americana.

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Ainda na quarta-feira (4), o Olimpia, tricampeão da Libertadores, decidiu rescindir o contrato com o banco, que até então era um de seus principais patrocinadores. Segundo informações do jornal paraguaio Abc, o contrato era de 2 milhões de dólares (cerca de R$ 11 milhões na cotação atual), além de financiar a compra dos imóveis adjacentes ao estádio ODD para a reforma.

O acordo era válido até 2032, mas diante da crise, o clube decidiu não manter. Já na primeira partida após a rescisão, diante do Recoleta pelo torneio nacional, o Olimpia entrou em campo sem o logotipo do Banco Ueno nos uniformes, substituindo a imagem pelo Olimpista.com, sua plataforma digital.

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Banco entrou em crise no Paraguai

A decisão surge em meio à crise enfrentada pelo banco, na sequência das medidas tomadas pelo Banco Central do Paraguai (BCP), que ordenou a sua intervenção e o início do processo de recuperação judicial após detectar problemas na situação financeira.

As contas de clientes do banco foram bloqueadas, o que levou a manifestações populares, à renúncia do presidente do Banco Central. Somente a Conmebol, entidade que controla o futebol sul-americano, mantinha um investimento de 14 milhões de dólares (R$ 76 milhões) no Ueno. Na quinta-feira (5), por causa do escândalo, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, renunciou.